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Sei que há muita gente que consulta este blogue e utiliza os materiais aqui publicados, mas poucos deixam comentários e eu gostava mesmo de saber a vossa opinião... :-)

quinta-feira, 31 de março de 2011

Brincriações...

PERGUNTAS À LÍNGUA PORTUGUESA - MIA COUTO

Venho brincar aqui no Português, a língua.
Não aquela que outros embandeiram. Mas a língua nossa, essa que dá gosto a gente namorar e que nos faz a nós, moçambicanos, ficarmos mais Moçambique. Que outros pretendam cavalgar o assunto para fins de cadeira e poleiro pouco me acarreta.
A língua que eu quero é essa que perde função e se torna carícia. O que me apronta é o simples gosto da palavra, o mesmo que a asa sente aquando o voo. Meu desejo é desalisar a linguagem, colocando nela as quantas dimensões da Vida. E quantas são? Se a Vida tem é idimensões?
Assim, embarco nesse gozo de ver como escrita e o mundo mutuamente se desobedecem. Meu anjo-da-guarda, felizmente, nunca me guardou.
Uns nos acalentam: que nós estamos a sustentar maiores territórios da lusofonia.
Nós estamos simplesmente ocupados a sermos. Outros nos acusam: nós estamos a desgastar a língua. Nos falta domínio, carecemos de técnica.
Ora qual é a nossa elegância? Nenhuma, excepto a de irmos ajeitando o pé a um novo chão. Ou estaremos convidando o chão ao molde do pé? Questões que dariam para muita conferência, papelosas comunicações.
Mas nós, aqui na mais meridional esquina do Sul, estamos exercendo é a ciência de sobreviver. Nós estamos deitando molho sobre pouca farinha a ver se o milagre dos pães se repete na periferia do mundo, neste sulbúrbio.
No enquanto, defendemos o direito de não saber, o gosto de saborear ignorâncias. Entretanto, vamos criando uma língua apta para o futuro, veloz como a palmeira, que dança todas as brisas sem deslocar seu chão.
Língua artesanal, plástica, fugidia a gramáticas.
Esta obra de reinvenção não é operação exclusiva dos escritores e linguistas. Recriamos a língua na medida em que somos capazes de produzir um pensamento novo, um pensamento nosso. O idioma, afinal, o que é senão o ovo das galinhas de ouro?
Estamos, sim, amando o indomesticável, aderindo ao invisível, procurando os outros tempos deste tempo. Precisamos, sim, de senso incomum. Pois, das leis da língua, alguém sabe as certezas delas?
Ponho as minhas irreticências. Veja-se, num sumário exemplo, perguntas que se podem colocar à língua:

• Se pode dizer de um careca que tenha couro cabeludo?

• No caso de alguém dormir com homem de raça branca é então que se aplica a expressão: passar a noite em branco?

• A diferença entre um ás no volante ou um asno volante é apenas de ordem fonética?
• O mato desconhecido é que é o anonimato?

• O pequeno viaduto é um abreviaduto?

• Como é que o mecânico faz amor? Mecanicamente.

• Quem vive numa encruzilhada é um encruzilhéu?

• Se diz do brado de bicho que não dispõe de vértebras: o invertebrado?

• Tristeza do boi vem de ele não se lembrar que bicho foi na última reencarnação. Pois se ele, em anterior vida, beneficiou de chifre o que está ocorrendo não é uma reencornação?

• O elefante que nunca viu mar, sempre vivendo no rio: devia ter marfim ou riofim?

• Onde se esgotou a água se deve dizer: "aquabou"?

• Não tendo sucedido em Maio mas em Março o que ele teve foi um desmaio ou um desmarço?

• Quando a paisagem é de admirar constrói-se um admiradouro?

• Mulher desdentada pode usar fio dental?

• A cascavel a quem saiu a casca fica só uma vel?

• As reservas de dinheiro são sempre finas. Será daí que vem o nome: "finanças"?

• Um tufão pequeno: um tufinho?

• O cavalo duplamente linchado é aquele que relincha?

• Em águas doces alguém se pode salpicar?

• Adulto pratica adultério. E um menor: será que pratica minoritério?

• Um viciado no jogo de bilhar pode contrair bilharziose?

• Um gordo, tipo barril, é um barrilgudo?

• Borboleta que insiste em ser ninfa: é ela a tal ninfomaníaca?

Brincadeiras, brincriações.

E é coisa que não se termina.

Lembro a camponesa da Zambézia. Eu falo português corta-mato, dizia. Sim, isso que ela fazia é, afinal, trabalho de todos nós. Colocámos essoutro português - o nosso português - na travessia dos matos, fizemos com que ele se descalçasse pelos atalhos da savana.

Nesse caminho lhe fomos somando colorações. Devolvemos cores que dela haviam sido desbotadas - o racionalismo trabalha que nem lixívia. Urge ainda adicionar-lhe músicas e enfeites, somar-lhe o volume da superstição e a graça da dança.

É urgente recuperar brilhos antigos.

Devolver a estrela ao planeta dormente.

Mia Couto

terça-feira, 29 de março de 2011

"O Silêncio", Sophia de Mello Breyner Andresen

O Silêncio

Era complicado. Primeiro deitou os restos de comida no caixote do lixo. Depois passou os pratos e os talheres por água corrente debaixo da torneira. Depois mergulhou-os numa bacia com sabão e água quente e, com um esfregão, limpou tudo muito bem. Depois tornou a aquecer água e deitou-a no lava-loiças com duas medidas de sonasol e de novo lavou pra­tos, colheres, garfos e facas. Em seguida passou a loiça e os talheres por água limpa e pô-los a escorrer na banca de pedra.
As suas mãos tinham ficado ásperas, esta­va cansada de estar de pé e doíam-lhe um pou­co as costas. Mas sentia dentro de si uma gran­de limpeza como se em vez de, estar a lavar a loiça estivesse a lavar a sua alma. A luz sem abat-jour da cozinha fazia brilhar os azulejos brancos. Lá fora, na doce noite de Verão, um cipreste ondulava branda­mente.
O pão estava no cesto, a roupa na gaveta, os copos no armário. O vaivém, a agitação e o tumulto do dia repousavam.
Havia um grande sossego. Tudo estava ar­rumado e o dia estava pronto.
E Joana atravessou devagar a sua casa.
Ia abrindo e fechando as portas, abrindo e fechando as luzes. Os quartos desapareciam no escuro e surgiam do escuro na claridade.
Um doce silêncio pairava como uma sede estendida.
O silêncio desenhava as paredes, cobria as mesas, emoldurava os retratos. O silêncio escul­pia os volumes, recortava as linhas, aprofunda­va os espaços. Tudo era plástico e vibrante, denso da própria realidade. O silêncio como um estremecer profundo percorria a casa.
As coisas conhecidas — o muro, a porta, o espelho — mostravam uma por uma a sua bele­za e a sua serenidade. E nas janelas abertas a noite de Junho mostrava o seu rosto constelado e suspenso.
Joana deu lentamente a volta à sala. To­cou o vidro, a cal, a madeira. Há muito já que cada coisa tinha encontrado ali o seu lugar. E era como se esse lugar, como se a relação entre a mesa, o espelho, a porta, fossem a expressão de uma ordem que ultrapassava a casa.
As coisas pareciam atentas. E a mulher que lavara a loiça procurava o centro dessa atenção. Sempre o procurara, mas quem o po­de captar?
O silêncio agora era maior. Era como uma flor que tivesse desabrochado inteiramente e alisasse todas as suas pétalas.
E em roda deste silêncio os astros da noite exterior giravam lentamente e o seu movimen­to imperceptível tomava em si a ordem e o si­lêncio da casa.
Com as mãos tocando a parede branca Joa­na respirou docemente. Era ali o seu reino, ali na paz da contemplação nocturna. Da ordem e do silêncio do universo erguia-se uma infinita liberdade: Ela respirava essa liberdade que era a lei da sua vida, o alimento do seu ser.
A paz que a cercava era aberta e transparente. A forma das coisas era uma grafia, uma escrita. Uma escrita que ela não entendia mas reconhecia.
Atravessou a sala e debruçou-se na janela aberta em frente do puro instante azul da noi­te.
As estrelas brilhavam, íntimas e distantes. E pareceu-lhe que entre ela e a casa e as estrelas fora estabelecida desde sempre uma aliança. Era como se o peso da sua consciência fosse ne­cessário ao equilíbrio das constelações, como se uma intensa unidade atravessasse o universo in­teiro.
E ela habitava essa unidade, estava presen­te e viva na relação das coisas e a própria reali­dade atenta a abrigava em sua imensa e aguda presença.
No ar, na cal, no vidro, tocava a sua felici­dade e essa felicidade era no seu centro unida­de.
Debruçou-se na janela e apoiou os braços na pedra fresca do parapeito.
Uma leve brisa agitou os ramos dos cedros. No rio, rouca, apitou uma sereia. Na torre o si­no bateu duas badaladas. Foi então que se ouviu o grito.
Um longo grito agudo, desmedido. Um grito que atravessava as paredes, as portas, a sa­la, os ramos do cedro.
Joana virou-se na janela. Houve uma pau­sa. Um pequeno momento imóvel, suspenso, hesitante. Mas logo novos gritos se ergueram, trespassando a noite. Estavam a gritar na rua, do outro lado da casa. Era uma voz de mulher. Uma voz nua, desgarrada, solitária. Uma voz que de grito em grito se ia desformando, desfi­gurando até ficar transformada em uivo. Uivo rouco e cego. Depois a voz enfraqueceu, bai­xou, tomou um ritmo de soluço, um tom de la­mentação. Mas logo voltou a crescer, com fúria, raiva, desespero, violência.
Na paz da noite, de cima a baixo, os gritos abriram uma grande fenda, uma ferida, E as­sim como a água começa a invadir o interior en­xuto quando se abre um rombo no casco de um navio, assim agora, pela fenda que os gritos ti­nham aberto, o terror, a desordem, a divisão, o pânico penetravam no interior da casa, do mundo, da noite.
Joana afastou-se da janela que dava para o jardim, atravessou a sala, o corredor e o quarto e, no outro lado da casa, debruçou-se na janela que dava para a rua.
A mulher via-se mal, agarrada à parede, na meia-luz, do outro lado do passeio. Os seus gritos nus, próximos, desmedidos enchiam a penumbra. Na sua voz a terra e a vida tinham despido os seus véus, o seu pudor e mostravam o seu abismo, revelavam a sua desordem, a sua treva. De uma ponta à outra da rua os gritos corriam batendo contra as portas fechadas.
Era uma rua estreita, apertada entre edifí­cios sem cor, pesados e tristes. Ali a noite era cinzenta, o ar baço, parado e pegajoso.
Cães vadios farejavam o chão dos passeios e rebuscavam os caixotes do lixo tentando agar­rar sob as tampas os restos, as cascas, o pescoço da galinha degolada.
O edifício enorme da prisão enchia todo o lado esquerdo da rua com as altas paredes cor­tadas por pequenas janelas de grades. A essa parede estava encostada a mulher. As vezes er­guia a cara e então via-se o rosto torcido e desfi­gurado pelo grito. Ao seu lado desenhava-se o vulto de um homem. Era tarde. As portas e as janelas estavam fe­chadas sobre gente adormecida e na rua não pas­sava mais ninguém. Só de longe a longe se ouvia um chiar de carros na viragem das esquinas.
O homem procurava arrastar a mulher e, quando os gritos diminuíam um instante, im­plorava-lhe que se calasse, pedia:
— Vamos embora.
Mas ela não o ouvia. Gritava como se esti­vesse só no mundo, como se tivesse ultrapassa­do toda a companhia e toda a razão e tivesse encontrado a pura solidão. Gritava contra as paredes, contra as pedras, contra a sombra da noite. Erguia a sua voz como se a arrancasse do chão, como se o seu desespero e a sua dor bro­tassem do próprio chão que a suportava. Erguia a sua voz como se quisesse atingir com ela os confins do universo e, aí, tocar alguém, acordar alguém, obrigar alguém, a responder. Gritava contra o silêncio.
Às vezes calava-se um momento e inclina­va a cabeça para trás como quem espera ouvir uma resposta.
Então, de novo, o homem implorava:
— Cala-te, cala-te. Vamos embora daqui.
Mas ela recomeçava a gritar e batia com os punhos na parede da prisão como se quisesse forçar a pedra a responder. Gritava como se quisesse atingir um ausente, acordar um ador­mecido, abalar uma consciência impassível e, alheada, tocar o coração de um morto.
Através das paredes, das portas, das ruas, da cidade, gritava para o fundo do universo, para o fundo do espaço, para o fundo da ocul­tação da noite, para o fundo do silêncio.
De repente calou-se, curvou a cabeça, ta­pou o rosto com as mãos. Então o homem co­briu-lhe os cabelos com o xaile, afastou-a da parede, passou-lhe um braço em roda dos om­bros, e, devagar, juntos, desceram a rua e vira­ram a esquina.
Durante algum tempo flutuou no ar pesa­do da rua um eco de soluços e de passos que se afastavam e diminuíam. Depois voltou o silên­cio.
Um silêncio opaco e sinistro onde se ouvia o esgravatar dos cães.
Joana voltou para a sala. Tudo agora, des­de o fogo da estrela até ao brilho polido da me­sa, se tinha tornado desconhecido. Tudo se tinha tornado acidente absurdo, sem ligação, sem reino. As coisas não eram dela, nem eram ela, nem estavam com ela. Tudo se tornara alheio, tudo se tornara ruína irreconhecível.
E, tocando sem os sentir o vidro, a madei­ra, a cal, Joana atravessou como estrangeira a sua casa.

 In Histórias da Terra e do Mar
Fonte:

sábado, 26 de março de 2011

“A semente”


            Um belíssimo conto sobre os valores humanos cada vez mais esquecidos:


"A semente"

            A jovem pobre ficou profundamente excitada quando ouviu anunciar que quem quisesse casar com o rei devia dirigir-se ao palácio, pois certo dia tinha-o visto passar a cavalo e ficara apaixonada por ele. Assim, foi a correr ter com a mãe:
            ─ Vou ao palácio ─ disse ─, vou casar com o rei!
            A mãe sorriu e abanou a cabeça:
            ─ Sempre a sonhar! O rei não se refere a raparigas pobres como tu. Aquilo é para as ricas, para as nobres. Se lá fores, eles riem-se de ti e correm contigo.
            ─ Não me importa ─ disse a rapariga ─, vou até lá. Quero casar com ele.
            No dia seguinte foi ao palácio e, tal como a mãe previra, apenas as mulheres mais ricas e mais belas do reino lá estavam. A jovem pobre foi para o lugar que lhe indicaram, no fim da fila, enquanto as outras mulheres troçavam dela entre si e a ignoravam. Pouco depois, o rei apareceu e todas as mulheres afivelaram os seus sorrisos mais coquetes, excepto a jovem pobre, que ficou em pé no fim da fila, com a cabeça curvada, sem se atrever sequer a olhá-lo de frente. O rei percorreu a fila e deu a cada uma um vaso com uma semente. Depois voltou a subir ao estrado e disse:
            ─ Vão para casa. Plantem a semente que está dentro do vaso. Voltem daqui a três meses e casarei com aquela que tiver plantado a flor mais bela.
            A jovem pobre levou o vaso e a semente para casa, com o coração a palpitar. Quando lá chegou, plantou cuidadosamente a semente e regou-a. Todos os dias em que fazia sol ela punha o vaso lá fora e regava-o; levava-o para dentro de noite, quando estava frio. Falava com ele, cantava para ele, mas não nascia nada. Ainda assim não se dava por vencida. Embora os dias se transformassem em semanas e as semanas em meses, continuava a cuidar da semente com esmero, mas, apesar de todos os seus esforços, o vaso com terra não passava de um vaso com terra. Quando os três meses se esgotaram, nem uma folhinha pequena tinha rompido a terra.
            ─ Amanhã é o dia de ir ao palácio ─ disse ela, triste.
            ─ Ir ao palácio? ─ esganiçou a mãe. ─ Tu não podes ir ao palácio. Olha para o teu vaso, está vazio! Eles vão correr contigo, vão-te bater!
            ─ Bem ─ disse ela ─, podem-me fazer o que quiserem, mas pelo menos poderei ver o rei uma vez mais.
            No dia seguinte ela pegou no vaso e dirigiu-se ao palácio. Quando lá chegou, o seu coração esmoreceu, pois estavam lá todas as outras mulheres, e cada uma tinha uma flor mais bonita do que a outra. Cores incríveis, formas fantásticas, aromas maravilhosos. Não faltaram risadas quando viram a jovem pobre com o vaso vazio, mas ela nada disse e foi para o seu lugar no fim da fila.
            O rei não tardou a aparecer. Percorreu a fila de belas mulheres com as suas flores maravilhosas sem sequer olhar para elas. Foi até ao fim da fila, onde estava a jovem pobre com o vaso vazio e pegou-lhe na mão. Conduziu-a até ao estrado e disse:
            ─ É esta a mulher com quem casarei.
            As outras ficaram furiosas.
            ─ Como podeis casar-vos com ela? Ela não trouxe nada! Vede a minha flor, é linda! Olhai para mim, vede o que trago! Ela não trouxe nada! Ela não trouxe nada!
            O rei ergueu a mão pedindo silêncio.
            ─ Esta jovem cultivou a mais bela de todas as flores. E essa flor chama-se honestidade, pois as sementes que vos dei eram todas estéreis.
           
Tim Bowley e Óscar Villán, Contos do mundo

quinta-feira, 24 de março de 2011

OBRAS DE REFERÊNCIA PARA O CONTRATO DE LEITURA

OBRAS DE REFERÊNCIA PARA O CONTRATO DE LEITURA
NO ÂMBITO DO PROGRAMA DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA O ENSINO SECUNDÁRIO
LITERATURA NACIONAL
AGUIAR, João. A Voz dos Deuses
ALEGRE, Manuel. O Homem do País Azul: contos
ANDRADE, Eugénio. Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa
ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner. Contos Exemplares
ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner. Obra Poética
ANTUNES, António Lobo. Livro de Crónicas
BELO, Ruy. Obra Poética I e II  
BRANCO, Camilo Castelo. Eusébio Macário
BRANCO, Camilo Castelo. Novelas do Minho
CARVALHO, Mário de Carvalho. Contos Vagabundos
ESPANCA, Florbela. Livro de Mágoas
FERREIRA, José Gomes. As Aventuras de João Sem Medo  
FERREIRA, José Gomes. O Mundo dos Outros
FERREIRA, Vergílio. Contos  
FONSECA, Manuel. O Fogo e as Cinzas
GARRETT, Almeida. Viagens na Minha Terra
GERSÃO, Teolinda. Histórias de Ver e Andar - Contos  
GOMES, Luísa Costa. Contos Outra Vez: 1984-1997
LEIRIA, Mário-Henrique de. Contos do Gin-Tonic
LOURENÇO, Eduardo. A Nau de Ícaro
MACHADO, Dinis. O que diz Molero  
MIGUÉIS, José Rodrigues. Gente de Terceira Classe
MIGUÉIS, José Rodrigues. Léah e Outras Histórias
MONTEIRO, Manuel Hermínio Monteiro. Rosa do Mundo: 2001 Poemas para o Futuro
NAMORA, Fernando. Resposta a Matilde: divertimento
NEGREIROS, Almada. Deseja-se Mulher
NEGREIROS, Almada. Contos e Novelas  
O'NEILL, Alexandre. Poesias Completas
OLIVEIRA, Carlos de. Uma Abelha na Chuva
PACHECO, Fernando Assis. Trabalhos e Paixões de Benito Prada
PESSOA, Fernando. Cartas de Amor
PIRES, José Cardoso. O Delfim
QUEIRÓS, Eça de. Contos  
QUEIRÓS, Eça de. A Cidade e as Serras
QUEIRÓS, Eça de. A Relíquia
RÉGIO, José. Poemas de Deus e do Diabo
RIBEIRO, Aquilino. O Malhadinhas
SARAMAGO, José.  O Ano da Morte de Ricardo Reis
SARAMAGO, José. Jangada de Pedra
SENA, Jorge de. Sinais de Fogo  
SENA, Jorge de. O Físico Prodigioso
TORGA, Miguel. Novos Contos da Montanha
VICENTE, Gil. Farsa de Inês Pereira  
ZAMBUJAL, Mário. Crónica dos Bons Malandros
 
LITERATURAS DE LÍNGUA PORTUGUESA
AGUALUSA, José Eduardo. O Ano em Zumbi Tomou o Rio
ALMEIDA, Germano. A Ilha Fantástica
AMADO, Jorge. Capitães de Areia
ANDRADE, Carlos Drummond. Antologia Poética
ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas
COUTO, Mia. Mar me Quer
COUTO, Mia. Cronicando
LISPECTOR, Clarice. Contos
MEIRELES, Cecília. Romanceiro da Inconfidência
MORAIS, Vinícius de. Antologia Poética
PEPETELA. A Montanha da Água Lilás
RIBEIRO, João Ubaldo. Livro de Histórias
RUI, Manuel. Quem me Dera ser Onda
VASCONCELOS, José Mauro de. O Meu Pé de Laranja Lima
 
LITERATURA UNIVERSAL
 
ALLENDE, Isabel. A Casa dos Espíritos
AUSTEN, Jane. Emma
AUSTEN, Jane. Orgulho e Preconceito
BALLESTER, Gonzalo Torrente. Crónica do Rei Pasmado
BRADBURY, Ray. Fahrenheit 451
BRONTË, Charlotte. Jane Eyre
BRONTË, Emily. O Monte dos Vendavais
CALVINO, Ítalo. O Visconde Cortado ao Meio
CAMUS, Albert. O Estrangeiro
CARROLL, Lewis. Alice no Pais das Maravilhas
CERVANTES, Miguel. D. Quixote de La Mancha
CHRISTIE, Agatha. Um Crime no Expresso do Oriente
DEFOE, Daniel. Robinson Crusoe
DICKENS, Charles. Oliver Twist
DOSTOIEVSKY, Fiódor. O Jogador
DOYLE, Arthur Conan, O Cão dos Baskerville
DUMAS, Alexandre, O Conde de Monte Cristo
ECO, Umberto, O nome da Rosa *
ENDE, Michael, A História Interminável
FAULKNER, William, O Som e a Fúria
FRANK, Anne, Diário de Anne Frank
GAARDER, Jostein, O Mundo de Sofia
HEMINGWAY, Ernest.  Por Quem os Sinos Dobram
HESSE, Hermann, Siddhartha
GOETHE, W. von, Werther
HUXLEY, Aldous, O Admirável Mundo Novo  
KAFKA, F., Metamorfose
KIPLING, Rudyard, Kim
LODGE, David, Um Almoço Nunca é de Graça
LONDON, Jack, Contos do Pacífico
LORCA, F. Garcia, A Casa de Bernarda Alba
MARQUEZ, Gabriel Garcia, Cem Anos de Solidão
MOLIÈRE, J.-B., Dom João
MAUGHAM, S.  O Fio da Navalha
NERUDA, Pablo. Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada
ORWELL, George. Mil Novecentos e Oitenta e Quatro
POE, Edgar Allan. Contos Fantásticos
RILKE, Rainer Maria. Cartas a um Jovem Poeta
SAGAN, Carl, Contacto
SEPÚLVEDA, Luís, O Velho que Lia Romances de Amor
SEPÚLVEDA, Luís, História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar
SHAKESPEARE, William, Romeu e Julieta
SHAKESPEARE, William, Hamlet
SÜSKIND, Patrick, O Perfume
STEINBECK, John, A um Deus Desconhecido
SWIFT, J., Viagens de Gulliver
SHAKESPEARE, William, Romeu e Julieta
TOLKIEN, J. R. R., O Senhor dos Anéis
TOLSTOI, Leão. Contos
TWAIN, Mark, Tom Sawyer  
LLOSA, Mário Vargas, Quem Matou Palomino Molero
WILDE, Óscar, O Retrato de Dorian Gray
WILLIAM, Tennessee.  A Noite da Iguana e Outras Histórias
XINGUIAN, Gao, Uma Cana de Pesca para o meu Avô
YOURCENAR, Marguerite, Contos Orientais