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Sei que há muita gente que consulta este blogue e utiliza os materiais aqui publicados, mas poucos deixam comentários e eu gostava mesmo de saber a vossa opinião... :-)

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Conto proposto pelas novas metas para o 7º ano

Ainda esta semana sairá uma ficha de leitura:

Mestre Finezas

 

 Agora entro, sento-me de perna cruzada, puxo um cigarro, e à pergunta de sempre respondo soprando o fumo:
   - Só a barba. Ora é de há pouco este meu à-vontade diante do Mestre Ilídio Finezas.
   Lembro-me muito bem de como tudo se passava. Minha mãe tinha de fingir-se zangada. Eu saía de casa, rente à parede, sentindo que aquilo era pior que ir para a escola.
   Mestre Finezas puxava um banquinho para o meio da loja e enrolava-me numa enorme toalha. Só me ficava a cabeça de fora.
   Como o tempo corria devagar! A tesoura tinia e cortava junto das minhas orelhas. Eu não podia mexer-me, não podia bocejar sequer. "Está quieto, menino", repetia Mestre Finezas segurando-me a cabeça entre as pontas duras dos dedos: "Assim, quieto!" Os pedacitos de cabelo espalhados pelo pescoço, pela cara, faziam comichão e não me era permitido coçar. Por entre as madeixas caídas para os olhos via-lhe, no espelho, as pernas esguias, o carão severo de magro, o corpo alto, curvado. Via-lhe os braços compridos, arqueados como duas garras sobre a minha cabeça. Lembrava uma aranha.
   E eu - sumido na toalha, tolhido numa posição tão incómoda que todo o corpo me doía - era para ali uma pobre criatura indefesa nas mãos de Mestre Ilídio Finezas.
   Nesse tempo tinha-lhe medo. Medo e admiração. O medo resultava do que acabo de contar. A admiração vinha das récitas dos amadores dramáticos da vila.
   Era pelo Inverno. Jantávamos à pressa e nessas noites minha mãe penteava-me com cuidado. Calçava uns sapatos rebrilhantes e umas peúgas de seda que me enregelavam os pés. Saíamos. E, no negrume da noite que afogava as ruas da vila, eu conhecia pela voz famílias que caminhavam na nossa frente e outras que vinham para trás. Depois, ao entrar no teatro, sentia-me perplexo no meio de tanta luz e gente silenciosa. Mas todos pareciam corados de satisfação. Daí a pouco, entrava num mundo diferente. Que coisas estranhas aconteciam! Ninguém ali falava como eu ouvia cá fora. E mesmo quando calados tinham outro aspecto; constantemente a mexerem os braços. Mestre Finezas era o que mais se destacava. E nunca, que me recorde, o pano desceu, no último acto, com Mestre Finezas ainda vivo. Quase sempre morria quando a cortina principiava a descer e, na plateia, as senhoras soluçavam alto.
Aquelas desgraças aconteciam-lhe porque era justo e tomava, de gosto, o partido dos fracos. E, para que os fracos vencessem, Mestre Finezas não tinha medo de nada nem de ninguém. Heroicamente, de peito aberto, e com grandes falas, ia ao encontro da morte.
   Eu arrepiava-me todo. Uma noite Mestre Finezas morreu logo no primeiro acto. Foi um desapontamento. Todos criticaram pelo corredor, no intervalo. "O melhor artista morreu mal entra em cena!... Não está certo! Agora vamos gramar quatro actos só com canastrões!", dizia o doutor delegado a meu pai.
   Mas a cena tinha sido tão viva e a sua morte tão notada durante o resto do espectáculo que, no outro dia, me surpreendi ao vê-lo caminhando em direcção à loja.
   Ora havia também um outro motivo para a minha admiração. Era o violino. Mestre Finezas, quando não tinha fregueses, o que era frequente durante a maior parte do dia, tocava violino. E, muita vez, aconteceu eu abandonar os companheiros e os jogos e quedar-me, suspenso, a ouvi-lo, de longe.
   Era bem bonito. Uma melodia suave saía da loja e enchia a vila de tristeza.
   Passaram anos. Um dia, parti para os estudos. Voltei homem. Mestre Finezas é ainda a mesma figura alta e seca.    Somente tem os cabelos todos brancos.
   - Olha bem para mim -pede-me às vezes -, olha bem e diz lá se este é o mesmo homem que tu conheceste? ...
   Finjo-me admirado de uma tal pergunta. Procuro convencê-lo de que sim, de que ainda é. Compreende as minhas mentiras e abana docemente a cabeça:
   - Estou um velho, Carlinhos!... Vou lá de vez em quando. A loja está sempre deserta. As mãos muito trémulas de Mestre Finezas mal seguram agora a navalha. Também abriram, na vila, outras barbearias cheias de espelhos e vidrinhos, e letreiros sobre as portas a substituírem aquela bola com um penacho que Mestre Finezas ainda hoje tem à entrada da loja.
     Mestre Finezas passa necessidades. Vive abandonado da família, com a mulher
entrevada
, num casebre próximo do castelo. Eu sou um dos raros fregueses e o seu único confidente.
     Ilídio Finezas sonhou ser um grande artista, ir para a capital, e quem sabe se pelo mundo fora. Eu falhei um curso e arrasto, por aqui, uma vida de marasmo e ociosidade. Há entre mim e esta gente da vila uma indiferença que não consigo vencer. O meu desejo é partir breve. Mas não vejo como. E, quando o presente é feio e o futuro incerto, o passado vem-nos sempre à ideia como o tempo em que fomos felizes. Daí eu ser o confidente de Mestre Finezas.
Ele ajuda as minhas recordações contando-me dos dias a que chama da "sua glória". Estamos sozinhos na loja. De navalha em punho, Mestre Finezas declama cenas inteiras dos "melhores dramas que já se escreveram." E há nele uma saudade tão grande das noites em que fazia soluçar de amor e mágoa as senhoras da vila que, amiúde, esquece tudo o que o cerca e fica, longo tempo, parado. Os seus olhos ganham um brilho metálico. Fixos, olham-me mas não me vêem. Estão a ver para lá de mim, através do tempo.
   Lentamente, aflora-lhe aos lábios, premidos e brancos, um sorriso doloroso.
   - Eu fui o maior artista destas redondezas!... -murmura.
   Na cadeira, com a cara ensaboada, eu revivo a infância e sonho o futuro. Mestre Finezas já nem sonha; recorda só.
De novo, a mão treme-lhe junto da minha cara. No espelho, vejo-lhe o busto mirrado, os cabelos escorridos e brancos. Oiço-lhe a voz desencantada:
   -A navalha magoa-te? Uma onda de ternura por aquele velho amolece-me. Dá-me vontade de lhe dizer que não, que a navalha não magoa, que nem sequer a sinto. O que magoa é ver a presença da morte alastrando pelas paredes escuras da loja, escorrendo dos papéis caídos do tecto, envolvendo-o cada vez mais, dobrando-lhe o corpo para o chão.
     Mas Mestre Finezas parece nada disto sentir. Salta de um assunto para outro com facilidade. Preciso de tomar atenção para lhe seguir os fios do pensamento. Agora faz-me queixas da vila. E termina como sempre:
     -Esta gente não pensa noutra coisa que não seja o negócio, a lavoura. Para eles, é a única razão da vida.
     Volto a cabeça e olho-o. Sei o que vai dizer-me. Vai falar-me do abandono a que o votaram. Vai falar-me do teatro, da música, da poesia. Vai repetir-me que a arte é a coisa mais bela da vida. Mas não. Já nos entendemos só pelo olhar. Mestre Finezas salta por cima de tudo isto e ergue a navalha num lance teatral:
     - Que sabem eles da arte? Tu que estudaste, tu sabes o que é a arte. Eles hão-de morrer sem nunca terem gozado os mais belos momentos que a vida pode dar!...
     Atravessou a loja, abriu um armário cavado na parede, e tirou o violino.
     - Eu não te disse nada, Carlinhos, mas, olha, tenho vendido tudo para não morrer de fome... Tudo. Mas isto!...
     Estendeu o violino na minha direcção e continuou, reprimindo um soluço:
     - Isto nem que eu morra!... É a minha última recordação...
     Calou-se por longo tempo de olhos no chão. Depois, de boca muito descerrada, disse-me como quem pede uma esmola:
     - Tu queres ouvir uma música que eu tocava muito, Carlinhos?...
     - Quero!... -respondi, forçando um sorriso de agrado.
     Nem me ouviu. Estava, ao meio da loja, entre mim e a porta e prendia o violino no queixo.
O arco roçou pelas cordas e um murmúrio lento começou, no silêncio que vinha das ruas da vila e enchia a casa. Lentamente, o fio de música ia engrossando. Era agora mais forte agudo, desamparado como um choro aflito. E demorava, ondeava por longe, vinha e penetrava-me de uma sensação dolorosa.
     Levantei-me de toalha caída no peito, cara ensaboada, preso não sei de que vagos desgostosos pensamentos. Talvez pensasse em fugir, pedir-lhe que não tocasse mais aquela música desarmada e triste.
     Mas, na minha frente, Mestre Finezas, alheio a tudo, fazia gemer o seu violino, as suas recordações. O sol da meia tarde entrava pela porta e aureolava-o de uma luz trémula. E erguia o corpo como levado na toada que os seus dedos desfiavam; ficava nos bicos dos pés, todo jogado para o tecto.
     De súbito, uma revoada de notas soltaram-se, desencontradas, raivosas. Encheram a loja, e ficaram vibrando.
Os braços caíram-lhe para os lados do corpo. Numa das mãos segurava o arco, na outra o violino. E, muito esguio, macilento, Mestre Finezas curvou a cabeça branca, devagar, como a agradecer os aplausos de um público invisível.
Manuel da Fonseca, in Aldeia Nova

Teste de 8º ano


I

Compreensão do oral

 

Ouve atentamente o conto tradicional “A noiva do corvo de Teófilo Braga. De seguida escolhe a alínea que completa corretamente cada uma das afirmações (20 pontos):



1. Havia, numa terra, um corvo que queria casar. À primeira rapariga que recusou o seu pedido, o corvo
a. prometeu vingar-se. ____
b. arrancou-lhe um pedaço do braço. ____
c. arrancou-lhe os olhos. ____
d. bicou-lhe as orelhas até sangrarem. ____
 
2. Com medo, uma rapariga aceitou casar-se com o corvo. A vizinha aconselhou-a a
a. chamuscar-lhe as penas. ____
b. arrancar-lhe algumas penas quando adormecesse.____
c. deitar-lhe veneno na comida. ____
d. contratar um bandido para o matar.____
 
3. A vizinha achava que, assim,
a. o corvo não magoaria mais a esposa. ____
b. lhe quebraria o feitiço. ____
c. dessa maneira ficaria com a magia do corvo.____
d. o corvo morreria.____
 
4. Ao fazer o que a vizinha lhe aconselhou, a rapariga
a. ficou sem os olhos. ____
b. recebeu a magia do marido. ____
c. enfraqueceu o corvo. ____
d. dobrou o encantamento do corvo.___
5. O corvo pediu à mulher que chamasse os pássaros para
a. lhe darem as suas penas. ____
b. chorarem no seu funeral. ____
c. adorarem o seu rei. _____
d. o levarem até ao paraíso. ____
 
6. Logo de seguida, o corvo
a. morreu. ____
b. ficou transformado em pó. ____
c. bateu as asas e desapareceu. ____
d. foi levado pelo demónio. ____
 
7. Antes de desaparecer, o corvo disse à mulher que, para o tornar a ver, teria de
a. dançar durante sete semanas. ____
b. romper uns sapatos de ferro. ____
c. fazer um pacto com o diabo. ____
d. mandar rezar uma missa pela sua alma. ____
 
8. Ao perguntar a um velho se tinha visto um pássaro, aquele disse-lhe que
a. não tinha visto nenhum. ____
b. só tinha visto rolas e pombas. ____
c. naquela zona não havia pássaros. ____
d. vira muitos na fonte Madrepérola. ____
 
 

9. Um corvo que encontrou disse-lhe para entrar numa casa ao pé de uma fonte e para

a. matar o velho que a guardava e quebrar as gaiolas que ele tinha.____

b. procurar aí o seu marido. ____

c. esperar aí o rei dos pássaros. ____

d. bater à porta. _____

 

10. Ao fazer o que o corvo mandou, a rapariga descobriu que o seu marido era

a. um feiticeiro.

b. um belo rapaz.

c. o rei.

d. um duende encantado. ____

 

 

II- Leitura

 

1.    Analisa o anúncio publicitário e identifica (5 pontos):

 

a)    a entidade promotora;

b)    o produto;

c)    o slogan;

d)    o público-alvo;

e)    o tipo de publicidade.


2.    Lê a banda desenhada e responde às questões com respostas completas e bem estruturadas:

 

2.1.        Na tua opinião, com quem estará a falar o Calvin? Justifica a tua resposta (4 pontos). 

2.2.        Justifica o tipo de letra usada no primeiro balão (3 pontos). 

2.3.        Caracteriza o Calvin, tendo por base a situação presenciada nesta banda desenhada (10 pontos)?


3.    Completa as frases relacionadas com a obra Mar me quer (4 pontos):

a)    A obra Mar me quer foi escrita por ______________________________.

b)    O protagonista da história é também o seu_____________________.

c)    O protagonista chama-se _________________________.

d)    A mãe de D. Luarmina meteu-a num colégio de freiras por ela ser muito ___________________ .

e)    Fisicamente, Luarmina era muito ______________________.

f)     O pai do narrador, Agualberto, ganhava a vida a ________________________________.

g)    Agualberto disse ao filho que ele morreria ______________________________________.

h)    No fim, D. Luarmina desvenda o seu segredo ao vizinho, isto é, ________________________.

 

III- Gramática

1.    Identifica os advérbios presentes nos enunciados que se seguem (3 pontos):

 

a)    Calvin, fizeste os deveres, certamente!

b)    Sim, senhora professora, fi-los todos ontem, antes do jantar.

c)    Gostei muito de ouvir essa notícia tão boa!
 

2.    Divide e classifica as orações presentes nas frases que se seguem (6 pontos):


a)    Como não sabe do casaco, o Calvin está chateado.

b)    Quando encontrar o casaco, vai ficar aliviado.

c)    Se não encontrar o seu casaco preferido, o Calvin terá de usar outro.

 

3.    Identifica os processos de formação das palavras presentes no quadro (coloca um X no espaço correspondente ao processo em causa) (5 pontos):

 
Palavras
Processos de formação das palavras
Derivação
Composição
Prefixação
Sufixação
Parassíntese
Morfológica
Morfossintática
estrela-do-mar
 
 
 
 
 
cedinho
 
 
 
 
 
contentamento
 
 
 
 
 
encurtar
 
 
 
 
 
guarda-civil
 
 
 
 
 
automóvel
 
 
 
 
 
lusodescendente
 
 
 
 
 
peixe-espada
 
 
 
 
 
apadrinhar
 
 
 
 
 
imoral
 
 
 
 
 

 


4.    Identifica o vocativo nas frases que se seguem (2 pontos):

a)    Mãe, onde está o meu casaco?

b)    O casaco, Calvin, está no armário.

c)    Chega aqui, filho!

d)    Mas que chatice, Miguel…

 

5.    Indica se as frases que se seguem estão na voz ativa ou na passiva (2 pontos):

 

a)    O Calvin procura o casaco todas as manhãs.

b)    O Calvin ama o seu tigre.

c)    O casaco foi comprado no centro comercial.

d)    A mãe do Calvin será operada pelos médicos.

 

5.1.        Em qual destas frases está explícito o complemento agente da passiva (1 ponto)?

 

5.2.        Transforma as frases que estão na voz ativa e coloca-as na passiva e vice-versa (4 pontos).

 

IV- Produção escrita (o cartoon não é o mesmo, mas a ideia é similar)

 

1.    Escreve um texto de opinião, de 100 a 150 palavras, onde comentes o cartoon, apresentes o teu ponto de vista sobre a mensagem que o cartoonista pretendeu transmitir e reflitas sobre o papel que cada um de nós terá de desempenhar na poupança da água (27 pontos).
 
Proposta de correção:
Grupo I-1.c; 2.a; 3.b; 4.d; 5.a; 6.c; 7.b; 8.d; 9.a; 10.c
A Noiva do Corvo
Havia numa terra uma mulher, que tinha em sua companhia um corvo. Defronte dela moravam três raparigas muito lindas. Como o corvo queria casar, mandou falar à mais velha; respondeu-lhe que não, e o corvo, raivoso, arrancou-lhe os olhos. Sucedeu o mesmo com a segunda, até que a terceira sempre se sujeitou a casar com o corvo.
Tempos depois de já viverem na sua casa, a rapariga falou a uma vizinha no seu desgosto de estar casada com um corvo; a vizinha aconselhou-lhe que lhe chamuscasse as penas, porque podia ser obra de encantamento, e assim se quebraria. Quando à noite se foram os dois deitar, a rapariga chegou a candeia às penas do corvo; ele acordou logo, dando um grande berro:
- Ai, que me dobraste o encantamento! Se me queres salvar, vai pôr-te àquela janela, e todos os pássaros que vires, chama-os e pede-lhes assim: «Venham, passarinhos, venham despir-se para vestir el-rei que está nu.» De facto os passarinhos começaram a vir poisar na janela, e cada um deixava cair uma pena com que o corvo se foi cobrindo. Depois que ficou outra vez emplumado, o corvo bateu as asas e desapareceu, dizendo para a mulher: «Agora se me quiseres tornar a ver sapatos de ferro hás-de romper.»
A pobre rapariga ficou sozinha toda aquela noite, e logo que amanheceu foi comprar uns sapatos de ferro e meteu-se a correr o mundo. Tinha os sapatos quase estragados de andar, quando encontrou um velho e lhe perguntou se não tinha visto um pássaro. O velho respondeu:
- Eu venho da fonte da Madrepérola, onde estavam bastantes.
Ela continuou o seu caminho, e antes de chegar à fonte ali encontrou um corvo que lhe disse:
_ Olha, se quiseres salvar o rei, vai à fonte, onde estará uma lavadeira a lavar um vestido de penas, tira-lho e lava-o tu. Ao pé da fonte está uma casa, e um velho que a guarda; entra aí, mata o velho para poderes quebrar todas as gaiolas e dar a liberdade aos pássaros que ele tem lá presos.
A rapariga chegou à fonte, e fez como o corvo lhe tinha dito: lavou o vestido de penas, e depois entrou na casa onde estava o velho, fingiu que via vir pelo mar uma linda embarcação; o velho chegou-se à janela e a rapariga pegou-lhe pelas pernas e deitou-o ao mar. Depois quebrou todas as gaiolas e os pássaros em liberdade tornaram-se príncipes que estavam encantados, e entre eles estava o seu marido, que era o rei e lhes pôs obrigação de a servirem toda a vida.
Grupo II
1.    a. Brahma
b. cerveja (sem álcool)
c. Se for dirigir não beba. Se beber, beba Brahma.
d. população adulta
e. comercial
2.     
2.1. Muito provavelmente, o Calvin estará a falar com a mãe, já que é ela que costuma saber onde está tudo em casa.
2.2. No primeiro balão, a letra é maior e está mais carregada para traduzir a fala em voz alta.
2.3. Percebe-se, pela situação presenciada, que o Calvin é um menino resmungão, desorganizado e que não assume as suas falhas, já que a obrigação de arrumar o casaco era apenas sua.
2.4. Na quarta vinheta, o Calvin mostra-se muito aborrecido por ir encontrar o casaco no armário que, pelos vistos, era o sítio mais improvável onde deveria estar.
2.5. a) balão de fala coletiva; b) balão de fala; c) balão de pensamento; d) balão de voz alta; e) balão de injúrias ou palavrões
3.  Mia Couto; narrador; Zeca Perpétuo; bonita; gorda; abençoar os anzóis; afogado nos lençóis; ela era a amante do pai que caiu ao mar.
Grupo III
1. a) certamente; b) Sim, ontem, antes; c) muito, tão
2.
a)    Como não sabe do casaco- oração subordinada adverbial causal
o Calvin está chateado.- oração subordinante
b)    Quando encontrar o casaco- oração subordinada adverbial temporal
vai ficar aliviado.- oração subordinante
c)    Se não encontrar o seu casaco preferido- oração subordinada adverbial condicional
o Calvin terá de usar outro.- oração subordinante
3. estrela-do-mar, guarda civil, peixe-espada- composição morfossintática
cedinho, contentamento- sufixação
encurtar, apadrinhar- parassíntese
automóvel, lusodescendente- composição morfológica
imoral- prefixação
4. Mãe, onde está o meu casaco?
O casaco, Calvin, está no armário.
Chega aqui, filho!
Mas que chatice, Miguel…
 
5.
a)    O Calvin procura o casaco todas as manhãs. (ativa)
b)    O Calvin ama o seu tigre. (ativa)
c)    O casaco foi comprado no centro comercial.  (passiva)
d)    A mãe do Calvin será operada pelos médicos. (passiva)
 
5.1. d
5.2. Todas as manhãs, o casaco é procurado pelo Calvin.
O tigre é amado pelo Calvin.
Compraram o casaco no centro comercial.
Os médicos operarão a mãe do Calvin
Grupo IV- Resposta aberta