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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Ficha do cap. X de A Eneida de Virgílio


Ficha da aferição da leitura de A Eneida de Virgílio contada às crianças e ao povo,
adaptação de João de Barros,

Capítulo X, Turno persegue o fantasma de Eneias

Eneias e Turno

Coloca no quadro a alínea correta para cada item:

1-
2-
3-
4-
5
6-
7-
8-
9-
10-
11-
12-
13-
.
 
1.    Turno combatia contra os troianos do lado dos
a)    cartagineses.
b)    rútulos.
c)    cipriotas.
d)    feácios.
 
2.    Enquanto a luta continua sangrenta pelos campos, Eneias encontra-se no mar uma vez que
a)    foi pedir ajuda ao rei Evandro.
b)    foi pedir aos rei dos ventos que recolhesse o vento norte.
c)    regressava da ilha de Creta.
d)    tinha ido fazer o funeral do pai, Anquises.
 
3.    Quem apareceu a Eneias, saída das águas, foi
a)    Geia.
b)    Tétis.
c)    Juno.
d)    Cimadoceia.
 
4.    Ela confessa que era
a)    uma ninfa serva de Neptuno.
b)    uma sacerdotisa de Baco.
c)    um dos seus navios.
d)    uma semi-deusa que pretendia ajudar os troianos.
 
5.    Contou ainda que
a)    Cibele as tinha transformado e tornado deusas.
b)    quando Eneias avistasse terra deveria esconder-se numa baía.
c)    Júpiter queria que ele combatesse ao lado de Acate.
d)    Palinuro, desde os Infernos, lhe pedia que o fosse visitar.
 
6.    Por último, Eneias fica ainda a saber que
a)    o fantasma do seu pai Anquises estava a sofrer horrores.
b)    o seu filho tinha sido atacado pelos latinos.
c)    o rei Evandro tinha morrido.
d)    Mercúrio, mensageiro dos deuses, viria visitá-lo.
 
7.    Júpiter não deixa que Palante e Lauso combatam um contra o outro porque
a)    deseja que a batalha se prolongue mais um pouco.
b)    Vénus lhe implorou que ajudasse Palante.
c)    estão destinados a morrer às mãos de outros heróis mais ilustres.
d)    o destino não queria que isso acontecesse.
 
8.    Quem mata Palante é
a)    Eneias.
b)    Evandro.
c)    Palinuro.
d)    Turno.
 
9.    Palante era filho do rei
a)    Latino.
b)    Evandro.
c)    Eolo.
d)    Frígio.
 
10.  Enlouquecido de dor, Eneias parte para a batalha, matando todos os que se atravessam no seu caminho. Então, Juno
a)    entrega a Turno armas feitas pelos ciclopes.
b)    vai pedir a Vénus que acalme o seu filho.
c)    cria, a partir de uma névoa, uma imagem ilusória do troiano.
d)    desencadeia uma forte rajada de vento que o atira ao chão.
 
11.  Quando Turno desaparece, levado por um navio, um outro guerreiro toma o seu lugar no campo de batalha. O seu nome é
a)    Menelau.
b)    Minesteu.
c)    Mogrates.
d)    Mezenso.
 
12.  O escudo de Mezenso era formado de
a)    três coiros e coberto de três lâminas de bronze.
b)    ferro celta.
c)    forte metal dourado protegido por lâminas de ouro.
d)    um material que só os deuses possuem.
 
13.  Mezenso pede a Eneias que
a)    se una ao rei latino contra Turno.
b)    o enterre junto com o filho.
c)    aceite uma aliança.
d)    permita uma pausa de 3 dias para enterrar os mortos.

BOM TRABALHO!!!

A DOCENTE: Lucinda Cunha

Correção
1-b
2-a
3-d
4-c
5-a
6-b
7-c
8-d
9-b
10-c
11-d
12-a
13-b


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Mais um texto de Agualusa


Pré-leitura:


  1. Sobre este quadro, o seu autor disse uma das frases abaixo. Indica qual terá sido, justificando a tua escolha:
Procurar "Edward Hopper, Nighthawks, 1942"

  1. Pintei a solidão de uma grande cidade.
  2. Pintei o convívio que se estabelece numa cidade.
  3. Pintei um animado local de convívio.

 
  1. Lê, agora, o texto e estabelece uma ligação possível com o quadro.

 

“Havia muito sol do outro lado”, José Eduardo Agualusa

 

Aquilo tornara-se um vício. Ele ouvia um telefone a tocar e logo estendia o braço e levantava o auscultador.
          - E se fosse para mim?
         Os amigos faziam troça:
         - No consultório do teu dentista?
         Uma noite estava sozinho, no Rossio, à espera de um taxi, quando o telefone tocou numa cabine ao lado. Era no fim da noite e chovia: uma água mole, desesperançada, tão leve que parecia emergir do próprio chão. Ruben enfiou as mãos nos bolsos do casaco.
         - É claro que não vou atender - disse alto. - Não pode ser para mim. Se atender este telefone é porque estou a enlouquecer.
         O telefone voltou a tocar. Não chegou a tocar cinco vezes. Ele correu para a cabine e atendeu.
          - Está?
         Estava muito sol do outro lado. Era, tinha de ser, uma tarde de sol.
         - Posso falar com o Gustavo?
         A voz dela iluminou a cabina. Ruben pensou em dizer que era o Gustavo. Estava ali, àquela hora absurda, abandonado como um náufrago na mais triste noite do mundo. Tinha direito de ser o Gustavo (fosse ele quem fosse).
         - Você não vai acreditar mas a sua chamada foi parar a uma cabina telefónica.
         Ela riu-se. Meus Deus – pensou Ruben- era como beber sol pelos ouvidos.
        - Não brinques! És tu, Gustavo, não és?...
         Sim ele tinha o direito de ser o Gustavo:
        -Infelizmente não. Você ligou para uma cabina telefónica, no Rossio, eu estava à espera de um taxi e atendi.
       Quase acrescentou: "pensei que pudesse ser para mim". Felizmente não disse nada. Ela voltou a rir:
       -Tenho a sensação de que esta chamada vai ficar-me cara. Sabe onde estou?
       Estava em Pulau Penang, na Malásia, e dali, do seu quarto, num hotel chamado Paradise, podia ver todo o esplendor do mar.
      -Nunca vi nada com esta cor- sussurrou- só espero que Deus me dê a alegria de morrer no mar.
       Ele ficou em silêncio. Aquilo parecia a letra de um samba. Ela começou a chorar:
      - Desculpe que vergonha...Nem sequer sei como se chama.
       Ruben apresentou-se:
      - Ruben, 34 anos, trabalho em publicidade.
       Pediu-lhe o número de telefone e ligou utilizando o cartão de crédito. Aquela chamada ficou-lhe cara. Casaram oito meses depois. Ele diz a toda a gente que foi o destino. Ela, pelo sim pelo não, proibiu-o de atender telefones.
                                                                                              José Eduardo Agualusa, in A substância do amor e outras crónicas

FICHA DE AFERIÇÃO DE LEITURA DO CONTO

 

3.    Esta crónica começa com a frase “Aquilo tornara-se um vício.”. Indica as palavras para que remete o pronome demonstrativo “Aquilo”.

 

4.    “Era no fim da noite e chovia: uma água mole, desesperançada, tão leve que parecia emergir do próprio chão.”

4.1.        Comprova as seguintes características da descrição transcrita em 4:

a.    emprego do verbo ser e outros verbos caracterizadores de qualidades, de estados;

b.    uso do presente ou do pretérito imperfeito do indicativo;

c.    abundância de adjetivos qualificativos.

 

4.2.        Podemos distinguir, nesta descrição, elementos objetivos e subjetivos. Indica uns e outros, justificando.

4.2.1.    Transcreve outro excerto do texto relativo ao tempo que reforça o caráter subjetivo desta descrição.

 

4.3.        Identifica a principal função desta descrição:

a.    informar sobre o tempo em que a acção se desenrola.

b.    revelar indiretamente o estado de espírito da personagem.

c.    ornamentar a narrativa.

 

5.    A situação em que ele e ela se encontravam é em tudo oposta: local, momentos do dia, clima. Comprova esta afirmação.

 

6.    Transcreve as frases que revelam o efeito que a voz e o riso dela provocaram em Ruben. Comenta a sua expressividade.

 

7.                    Que consequências teve aquele telefonema na vida das duas personagens?

 

8.                    Ruben descobriu o amor graças ao seu “vício” de atender qualquer telefone que tocasse.

8.1.        Como interpretas essa necessidade? Na tua opinião, o que revelará sobre a personagem?

 
BOM TRABALHO!!

A professora: Lucinda Cunha

 


Proposta de correção (ficha e correção retiradas do manual Diálogos 8, da Porto Editora, pp.160-163):

1. a

2. No texto, há uma personagem que é “viciada” em atender telefones. Esta procura constante de ouvir os outros pode ser uma forma de fugir/ enganar a sua solidão.

3. Remete para a frase que vem imediatamente a seguir: Ele ouvia um telefone a tocar e logo estendia o braço e levantava o auscultador.

4.1. a. “Era”, “parecia”; b. pretérito imperfeito do indicativo; c. mole, desesperançada, leve

4.2. objetivos: “era no fim da noite e chovia”; subjetivos: “uma água mole, desesperançada, tão leve que parecia emergir do próprio chão.”

4.2.1. “na mais triste noite do mundo”

4.3. b

5. Ele estava num espaço exterior, no Rossio, em Lisboa, numa noite de chuva. Ela encontrava-se num espaço interior, num quarto de hotel em Pulau Penang, na Malásia, num dia de sol.

6. “A voz dela iluminou a cabina.”; “era como beber sol pelos ouvidos”. Estas frases revelam o prazer intenso que a voz dela conseguiu provocar em Ruben, transformando a “noite mais triste do mundo” num dia luminoso de sol.

7. Os dois casaram e ele deixou de atender telefones.

8.1. É possível que essa necessidade pudesse corresponder a um desejo de procurar (e descobrir) o amor.

 

sábado, 1 de dezembro de 2012

Ficha de leitura que saiu ontem em slideshare


 
 



 

 

Ficha de aferição da leitura do conto “A pesca da baleia”, de Raul Brandão

 

I-             Leitura

Depois de leres o conto com atenção, responde às questões com frases completas:

 


1)    A pesca da baleia era uma prioridade na vida das gentes dos Açores.

1.1.        Retira segmentos textuais que comprovem a afirmação anterior.

1.2.        Que cerimónia ficou a meio quando a baleia foi avistada?

1.2.1. Explica a ironia presente nessa situação.

 

2)     Ao longo do conto há sensações que se realçam, sobretudo o olfato.

2.1. Retira do texto segmentos que comprovam o mau cheiro que sempre está associado à pesca da baleia.

2.2. Também a visão desempenha um papel importante neste texto.

           2.2.1. Que cores surgem realçadas e associadas a que elementos/ situações?

 

3)    Procura investigar a simbologia do número sete, associando-o ao seu uso no texto, e referindo outras situações em que é usado.

 

4)    Que perigos recaem sobre os pescadores pelo facto de a pesca ser artesanal?

 

5)    Caracteriza as baleias, segundo as informações retiradas do texto.

 

6)    Refere o recurso estilístico presente na expressão “É uma coisa que faz parar o coração, é um quadro imenso e duma frescura extraordinária.” e o seu valor expressivo.

 

7)    No conto, os americanos são criticados. Porquê?

7.1.        Refere a expressividade da comparação “matando sempre, como se a sua missão fosse sujar a grande pureza do oceano.”

 

8)    O narrador refere-se à baleia como um “bicho inocente e estúpido”. Porém, o narrador relata duas situações que mostram que este animal é capaz de atitudes próprias dos humanos. Refere-as.

 

9)    O narrador afirma que “o homem impressiona-me ainda mais que a baleia”. Porquê?

9.1. Em que medida poderá esta afirmação estar relacionada com a moral deste conto?

 

10) Retira do texto três expressões que retomam o nome “baleias”.

 

11) A pesca da baleia é um negócio muito lucrativo. Segundo o narrador, tudo da baleia se aproveita. Prova esta afirmação de acordo com as informações do texto.


12) O que significa a expressão “trancar para quebrar”?

12.1. Quem era o trancador?

 

13) A pesca artesanal da baleia é uma verdadeira epopeia.

13.1.      Procura do dicionário o significado da palavra “epopeia” e transporta-o para o contexto deste conto.

 

14) Que importância tem o vigia durante este esforço coletivo?

 

15) O que é considerado mais difícil durante a pesca da baleia?

 

16) Classifica o narrador quanto à sua presença e retira do texto, pelo menos, dois segmentos textuais que comprovem a tua resposta.

16.1. O narrador termina o seu relato referindo as situações que mais o marcaram naquela experiência. Enumera-os.

 

II- GRAMÁTICA

1)    Retira do texto hipónimos do hiperónimo “ilhas dos Açores”.

1.1.        Elabora uma lista de cinco hipónimos do hiperónimo “mamíferos marinhos”.

 

2)    Agora, procura merónimos do holónimo “baleia”.

 

3)    Associa os recursos expressivos que se seguem à sua definição:

Recursos expressivos
Definição
 
 
 
a) metáfora
b) enumeração
c) adjetivação
d) assíndeto
e) comparação
f)  hipérbole
1- Supressão de elementos de ligação (geralmente conjunções coordenativas copulativas) entre diversas palavras de uma frase ou entre várias frases;
2- Recurso a termos exagerados na apresentação de uma determinada ideia;
3- Aproximação entre dois conceitos ou duas realidades, que partilham entre si a mesma característica;
4- Aproximação de duas ideias ou realidades a destacar as suas semelhanças ou diferenças, através do uso da conjunção como ou de outras palavras de valor equivalente;
5- Exposição sucessiva de vários elementos, geralmente da mesma classe gramatical, apresentados de acordo com uma determinada linha lógica;
6- Recurso ao adjetivo de forma a realçar as características de uma cera realidade.
 

 

2.1.        Identifica os recursos expressivos, associando os excertos da coluna A às hipóteses da coluna B:

COLUNA A
COLUNA B
a)    “o gorduroso barracão de madeira, tudo negro, enfumado e fétido”
b)    “O mar desmaia, mais etéreo que o céu”
c)    “A canoa voga suspensa na atmosfera”
d)    “Metem-lhe dentro sete homens, o arpão e a lança”
e)    “São os grandes devoradores dos monstros que na água glauca esperam a presa como sacos coroados de tentáculos”
f)     “cauda horizontal apartada ao meio como a cauda da andorinha”
g)    “Pus-me a olhar para aqueles monstros desconformes e maciços”
h)    “digere à tona da água, inerte como um saco cheio”
i)     “Só depois que lhe vi abrir a cabeça, melancia preta desconforme e toda de branco”
j)     “em tábuas amarradas ao costado, cortam, içam, despedaçam as banhas do bicho.”
k)    “Ao lado, no barco, vai a lança, que é maior, para acabar este monstro do tamanho de um prédio.”
l)     “ninguém diz palavra inútil: homens, barco, arpoador e arpão”
m)  “com o risco de os arrastar para o fundo,  e leva-os, numa velocidade de expresso, pelo mar fora”
 
 
 
 
1) metáfora
2) enumeração
3) adjetivação
4) assíndeto
5) comparação
6) hipérbole
 

 

4)    Reescreve a primeira frase do conto, colocando os verbos no futuro do indicativo.

3.1. Agora, transforma as frases seguintes, substituindo os complementos sublinhados por pronomes pessoais:

a) O vigia avistará a baleia.

b) As mulheres largarão os funerais se for preciso.

c) Os pescadores seguiriam as baleias durante dias, se fosse preciso.

d) O narrador fez o relato do que viu nos Açores.

e) As gentes da ilha contarão os feitos dos baleeiros durante anos.

f)  As gentes da ilha contarão aos netos todas as aventuras.

g) As gentes da ilha contariam aos netos todas as aventuras.

 

BOM TRABALHO!          A PROFESSORA: Lucinda Cunha

 

PROPOSTA DE CORREÇÃO: (a análise deste conto é da minha autoria – procurei na internet e não encontrei nada, pelo que construí a ficha de raiz - e fica aqui uma proposta de correção que poderá ser melhorada J )

NOTA- no 7º ano não está previsto o estudo da hiperonímia e holonímia, mas penso que pode ser aflorada, até porque faz parte do programa do 8º ano e o texto dispõe-se a isso.

I

 

1.1.                A pesca da baleia era uma prioridade nos Açores, já que, mal o vigia deu sinal, “todos os homens desataram a correr para as canoas”. Largavam-se todas as cerimónias a meio para correr para o mar: “Deixam um casamento ou um enterro a meio…”. Até o juiz permitia que se interrompesse um julgamento.

1.2.                A cerimónia que ficou a meio foi um funeral.

1.2.1.                    Esta situação revelou-se irónica pois o funeral era o de um baleeiro que falecera poucos dias antes no mar.

2.               

2.1.                “cheiro horrível, que faz náuseas e que se entranha na comida e no fato”; “tudo negro, enfumado e fétido”; “Mais fartum…”.

2.2.1. As cores que surgem realçadas neste texto são essencialmente três: o azul, o vermelho e o preto. O azul sempre ligado ao cenário que envolve os baleeiros, isto é, ao mar e ao céu; o vermelho refere-se à enorme quantidade de sangue derramado; e o negro associa-se ao fumo que sai dos caldeirões que derretem a carne da baleia e de onde se retira o óleo.

3. O sete é considerado o número da perfeição, uma vez que Deus criou o mundo em 7 dias, são 7 as notas musicais e as cores do arco-íris. Não é por acaso que quando alguém se sente bem diz que está “no sétimo céu” ou então nas suas “sete quintas”. Diz-se também que a raposa é o mais manhoso dos animais tendo, por isso, 7 manhas. O número 7 está associado a muitas realidades, o que mostra a sua importância e enorme simbolismo. Neste conto, são sete os homens que vão na canoa em busca da baleia, o número perfeito segue em busca da aventura.

(poderiam ainda referir que são 7: as virtudes; os pecados mortais; os sacramentos; os dias da semana; etc…)

4. Os homens arriscavam a sua própria vida para conseguirem apanhar a baleia. Muitas vezes partiam ossos ou ficavam gravemente feridos quando a baleia se virava contra eles. Em último caso, poderiam mesmo morrer.

5. As baleias podem, segundo o texto, pesar “cem toneladas”; a cabeça é enorme e “quadrangular, que é o terço do corpo”; daí para baixo vai “arrendondando e diminuindo até à cauda”; a “barbatana curta e grossa” e a “cauda horizontal apartada ao meio”; a baleia não tem dentes; os olhos são “pequeninos”; apesar de enormes são bichos ágeis e rápidos; são animais “tímidos”; os machos solitários viajam sozinhos, mas as mais novas juntam-se em grupos; ouvem muito bem e são capazes de atos de “ternura e sacrifício” pelas suas crias, preferem morrer quando a cria é apanhada…

6. Trata-se de uma metáfora e reforça a beleza que existe na visão de um grupo de baleias que ora mergulha, ora vem à tona para respirar. É um belo quadro que sensibiliza e emociona o narrador.

7. Os americanos são criticados por pescarem da maneira industrial, em grande massa, o que coloca em perigo de extinção as populações de baleias, por oposição à pesca primitiva praticada nos Açores.

7.1. Esta comparação é usada para realçar a mortandade levada a cabo pelos grandes navios baleeiros americanos que só pensam no negócio e no lucro, sem se importarem com o número importante de baixas que causam e que pode pôr em cheque as populações mundiais de baleias. A pureza do oceano vê-se, assim manchada pela ganância humana.

8. Em primeiro lugar, diz-se que a baleia é um animal capaz de sentir um profundo amor maternal, um sentimento tão forte que prefere morrer a deixar para trás o seu filho capturado. Em segundo lugar, as baleias que conseguem escapar ao ataque, não esquecem a afronta e atiram-se aos baleeiros, meses depois do ataque falhado, mostrando, assim, serem vingativas.

9) O narrador fica impressionado com o descomunal tamanho do animal, mas é o homem que verdadeiramente impressiona, por ser tão minúsculo e frágil, mas ao mesmo tempo corajoso e determinado.

9.1. De facto, a grandeza muitas vezes não está no tamanho do corpo, mas no do coração, isto é, são grandes aqueles que seguem os seus sonhos e lutam por eles, arriscando perder tudo, mesmo a vida, até porque faz parte da alma humana esta vontade de vencer os obstáculos e de não desistir perante as contrariedades.

10. Ao longo do texto surgem várias palavras/ expressões que substituem a palavra “baleia” como, por exemplo, “monstros desconformes e maciços”, “bicho inocente e estúpido”, “coisa monstruosa e zincada”, “monstro do tamanho de um prédio”, “bicho enfurecido” …

11) De acordo com o narrador, a carne, o óleo e o âmbar valem fortunas e “até o fogo das caldeiras se alimenta com vértebras e torresmos de baleia”.

12. Esta expressão significa que alguém, na ânsia de “roubar” a baleia, atira o arpão por cima de outra canoa que está mais perto do animal.

12.1. O trancador era quem segurava a linha que ia agarrada ao arpão, mas neste texto surge como sinónimo de “arpoador”, por exemplo na passagem “o trancador lança o ferro”.

13.1. Segundo o dicionário, “epopeia” é um poema narrativo que celebra factos grandiosos que é protagonizado por um herói individual ou coletivo. Pode significar também uma série de grandes acontecimentos. Assim, no contexto deste conto, aqueles sete homens que seguem na canoa à pesca da baleia são os heróis em busca da conquista do “monstro”, numa aventura que durava horas ou até dias digna de ser relatada de geração em geração.

14. O vigia tem dupla função. Em primeiro lugar, é ele que, do poleiro, avista a baleia e toca o búzio para a população ouvir o seu chamamento. Em segundo lugar, durante a perseguição vai acendendo fogueiras para guiar as canoas com o fumo, “para a direita, para a esquerda, para o largo”, seguindo um código muito próprio.

15. O mais difícil, segundo o narrador, é trazer a baleia para terra, tarefa que, às vezes, demorava dias no caso de o bicho arrastar as canoas para muito longe. Nestas situações tinha de ser o reboque a trazer o animal para a costa.

16. O narrador participa na história, como espetador, fazendo uso da primeira pessoa. É, assim, um narrador homodiegético, pois participa na história sem ser o protagonista: “Vejo daqui a fiada de casas à beira da estrada”; “num dia vi cinco na baía do Porto Fim”…

16.1. No último parágrafo, o narrador termina o conto referindo que ficou marcado por três aspetos, essencialmente: “a posta gorda de carniça”, “o cheio a fartum” e o navio americano “que corre o mar, deixando um rasto de fumo e de sangue.”

II

1.            S. Jorge, Faial, Pico

1.1.        orca, baleia-azul, leão-marinho, foca, golfinho

2.    carcaças, tripas, ossos, vértebras, torresmos, asas, barbatanas, olhos, cabeçorra, …

3.    a-3; b-5; c-6; d-1; e-4; f-2

3.1.        a-3; b-1; c-1; d-2; e-5;f-5; g-3; h-5; i-1; j-4; k-6; l-2; m-6

4.    Lá de cima do poleiro o vigia erguer-se-á de salto, dará sinal de baleia à vista com o búzio e todos os homens desatarão a correr para as canoas.

4.1. a) O vigia avistá-la-á.

b) As mulheres largá-los-ão se for preciso.  

c) Os pescadores segui-las-iam durante dias, se fosse preciso.

d) O narrador fê-lo.

e) As gentes da ilha contá-los-ão durante anos.

f) As gentes da ilha contar-lhes-ão todas as aventuras.

g) As gentes da ilha contar-lhes-iam todas as aventuras.