textosintegrais@gmail.com


Sei que há muita gente que consulta este blogue e utiliza os materiais aqui publicados, mas poucos deixam comentários e eu gostava mesmo de saber a vossa opinião... :-) textosintegrais@gmail.com

Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 12 de março de 2014

domingo, 26 de janeiro de 2014

De novo a música na sala de aula... ;-D

Esta ficha foi criada de propósito para uma turma de 7º ano de PCA. Porém, pode ser aproveitada para trabalhar a interpretação e um pouco de gramática numa aula de apoio, por exemplo, onde há alunos com dificuldades.

sábado, 23 de março de 2013

sábado, 8 de dezembro de 2012

Material de apoio ao estudo do conto "A pesca da baleia" de Raul Brandão

Para introduzir o conto, sugiro a visualização do excerto que surge abaixo e a audição da canção "As baleias" de Roberto Carlos.
Este excerto da série "Planeta humano", que passou, salvo erro, na RTP1, é muito bom para introduzir o conto "A pesca da baleia", de Raul Brandão, proposto pelas novas metas de Português para o 7º ano do ensino básico (só encontrei em espanhol- basta procurar no youtube "planeta humano la vida en los mares"). Neste documentário vê-se a força e determinação do Homem na luta pela sobrevivência, contra o gigante dos mares.
Com a canção, poderão debater com os alunos as consequências nefastas da pesca excessiva/industrial da baleia, por oposição à primitiva, que não põe em causa a população mundial destes animais.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Um sucesso musical nas aulas de Português, porque não?

FICHA DE TRABALHO

Os Azeitonas-  “Anda comigo ver os aviões”

Anda comigo ver os aviões
Levantar voo,
A rasgar as nuvens,
Rasgar o céu.

Anda comigo ao porto de Leixões
Ver os navios
A levantar ferro,
Rasgar o mar.

Um dia eu ganho a lotaria,
Ou faço uma magia,
Mas que eu morra aqui.
Mulher tu sabes o quanto eu te amo,
O quanto eu gosto de ti.
E que eu morra aqui
Se um dia que não te levo à América
Nem que eu leve a América até ti.

Anda comigo ver os automóveis,
A avenida,
A rasgar as curvas,
Queimar pneus.

Um dia vamos ver os foguetões levantar voo,
A rasgar as nuvens,
Rasgar o céu.

Um dia eu ganho o totobola,
Ou pego na pistola,
Mas que eu morra aqui.
Mulher tu sabes o quanto eu te amo,
O quanto eu gosto de ti.
E que eu morra aqui
Se um dia eu não te levo à lua
Nem que eu roube a lua só p'ra ti.

Um dia eu ganho o totobola,
Ou pego na pistola,
Mas que eu morra aqui.
Mulher tu sabes o quanto eu te amo,
O quanto eu gosto de ti.
E que eu morra aqui
Se um dia que não te levo à América
Nem que eu leve a América até ti.


1.   O sujeito lírico faz várias propostas à sua amada. Enumera-as.

1.1.      Que modo verbal é usado durante essas propostas? 

2.   De que maneira o sujeito lírico pretende mostrar o seu amor à mulher que ama?

2.1.      Que expressão é usada para revelar uma intencionalidade futura e que se repete várias vezes ao longo do poema?

2.2.      Que figura de estilo se constata na repetição de uma palavra ou expressão no início de vários versos consecutivos?

2.3.      Que função sintática desempenha essa expressão?

 
3.   Agora atenta na expressão “que eu morra aqui”.

3.1.      A que classe de palavras pertence esta locução?

3.2.      Que reação se expressa com esta locução? 

4.   O seu grande amor fá-lo até considerar atividades ilegais e mesmo impossíveis de concretizar. Comprova a afirmação com duas passagens do poema.

 

Proposta de correção:

1.        O sujeito lírico propõe à mulher amada irem ver os aviões; os navios no porto de Leixões; os automóveis na avenida; e ainda ver os foguetões a levantar voo.
1.1.  Imperativo.
2.       O sujeito lírico faz várias promessas à mulher que ama para que esta acredite no seu grande amor. Diz-se mesmo capaz de morrer por ela, tão grande é o seu sentimento.
2.1. “Um dia”.
2.2.  Anáfora.
2.3.  Modificador do grupo verbal.
3.        
3.1. Locução interjetiva.
3.2. Esta locução expressa uma reação emotiva, mais concretamente a manifestação de um compromisso futuro, de uma promessa.
4.       O sujeito enunciador, para levar a cabo o que pretende, considera mesmo um assalto (“Ou pego na pistola”) e até roubar a lua (“Nem que eu roube a lua só pr’a ti”).

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Textos de caráter autobiográfico- 10º- ficha corrigida

FICHA DE TRABALHO- TEXTOS DE CARÁTER AUTOBIOGRÁFICO
     “Postal dos Correios”, Rio Grande

Querida mãe, querido pai. Então que tal?
Nós andamos do jeito que Deus quer
Entre os dias que passam menos mal
Lá vem um que nos dá mais que fazer

Mas falemos de coisas bem melhores
A Laurinda faz vestidos por medida
O rapaz estuda nos computadores
Dizem que é um emprego com saída

Cá chegou direitinha a encomenda
Pelo "expresso" que parou na Piedade
Pão de trigo e linguiça prà merenda
Sempre dá para enganar a saudade

Espero que não demorem a mandar
Novidades na volta do correio
A ribeira corre bem ou vai secar?
Como estão as oliveiras de "candeio"?

Já não tenho mais assunto pra escrever
Cumprimentos ao nosso pessoal
Um abraço deste que tanto vos quer
Sou capaz de ir aí pelo Natal.

1.    Atenta na letra da canção dos Rio Grande, acima transcrita. A que tipo de textos de caráter autobiográfico pertence? Exemplifica a tua resposta com uma passagem do texto.
2.    Identifica o remetente (ou remetentes), destinatários da mensagem e locais onde ambos habitam.
3.    Classifica a carta quanto ao tipo, justificando a tua resposta com passagens textuais.
4.    Agora, redige o texto novamente, respeitando a sua estrutura.
5.    Podemos considerar o último verso um Post Scriptum?
A professora: Lucinda Cunha

***
Correção da ficha:

1.Este texto é uma carta (ou um postal, como se vê pelo título): “Querida mãe, querido pai.”; “Um abraço deste que tanto vos quer”.
2.O remetente desta carta é um homem, cujo nome desconhecemos, que escreve em seu nome, no da mulher (Laurinda) e no do filho que, segundo o pai, “estuda nos computadores”. Depreende-se que os pais moram no interior, num ambiente rural (“Como estão as oliveiras”) e o filho na cidade, mais propriamente na zona de Lisboa (“Pelo "expresso" que parou na Piedade”).
3.Esta carta é do tipo privado/ familiar, de caráter informal, como se vê pela saudação familiar (“Querida mãe, querido pai. Então que tal?”) e pela fórmula de despedida (“Cumprimentos ao nosso pessoal /Um abraço deste que tanto vos quer”), que indicia proximidade entre os interlocutores. Nota-se ainda o tom pessoal e de relato de vivências íntimas (“A Laurinda faz vestidos por medida / O rapaz estuda nos computadores”; “Cá chegou direitinha a encomenda”; “A ribeira corre bem ou vai secar? “) e a cumplicidade (“Sou capaz de ir aí pelo Natal.”).



 4.
Lisboa, Data (desconhecida)
Querida mãe, querido pai.

Então que tal? Nós andamos do jeito que Deus quer . Entre os dias que passam menos mal, lá vem um que nos dá mais que fazer .
Mas falemos de coisas bem melhores. A Laurinda faz vestidos por medida e o rapaz estuda nos computadores. Dizem que é um emprego com saída.
Cá chegou direitinha a encomenda pelo "expresso" que parou na Piedade: pão de trigo e linguiça para a merenda . Sempre dá para enganar a saudade.
Espero que não demorem a mandar novidades na volta do correio. A ribeira corre bem ou vai secar? Como estão as oliveiras de "candeio"?
Já não tenho mais assunto pra escrever.
Cumprimentos ao nosso pessoal.
Um abraço deste que tanto vos quer.

                                      Assinatura

P.S. Sou capaz de ir aí pelo Natal.


5.Sim, porque se trata de um aditamento que o remetente fez à carta, já depois da assinatura, para acrescentar algo que se esqueceu de referir.