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Sei que há muita gente que consulta este blogue e utiliza os materiais aqui publicados, mas poucos deixam comentários e eu gostava mesmo de saber a vossa opinião... :-)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Teste diagnóstico de 7º ano com correção

I
Compreensão do oral

Ouve atentamente a gravação de um conto. De seguida escolhe a alínea que completa corretamente cada uma das afirmações:


1.    O título desta história é
a.    A lenda de Canta Galo.
b.    História de Canta Galo.
c.    Os galos de Canta Galo.

2.    Trata-se de um conto tradicional de
a.    Timor.
b.    Madeira.
c.    S. Tomé.

3.    Os galos faziam muito barulho porque
a.    discutiam muito.
b.    desprezavam  os outros habitantes.
c.    eram alegres.

4.    A alegria dos galos era
a.    invejável.
b.    infernal.
c.    discreta.



9.    Os galos descobriram uma nova terra
a.    ao fim de um ano.
b.    alguns dias depois de partirem.
c.    sem grande esforço.

5.    Alguns habitantes apoiavam os galos, pois
a.    tinham-lhes medo.
b.    não os achavam barulhentos.
c.    gostavam da sua alegria.

6.    Outros habitantes estavam zangados, pois
a.    achavam  o barulho impróprio.
b.    detestavam galos.
c.    queriam ser eles a mandar.

7.    Este grupo disse aos galos que
a.    emigrassem para longe.
b.    se afastassem por 48 horas.
c.    ia haver uma guerra.

8.    Os galos
a.    discutiram o que haviam de fazer.
b.    pediram ajuda ao rei.
c.    decidiram partir de imediato.




10.  Esta história deu origem ao nome de
a.    uma aldeia.
b.    uma cidade.
c.    um distrito.



II
Leitura

Lê o texto com atenção e, de seguida, responde às questões:


      Viver no campo era simultaneamente pacífico, encantador — e um tudo-nada solitário de mais. Os Holandeses da Pensilvânia eram corteses mas cautelosos com os forasteiros. E nós éramos forasteiros, sem margem para dúvidas. Depois das multidões e filas do sul da Florida, devia estar a dar graças a Deus pela solidão. Em vez disso, pelo menos nos primeiros meses, dei por mim a ruminar sombriamente na nossa decisão de vir morar para um sítio onde tão poucas pessoas pareciam querer viver.
       Marley, por seu lado, não partilhava destas apreensões. Exceção feita ao estrondear da espingarda de Digger a disparar, o novo estilo de vida campesino assentava-lhe na perfeição. Para um cão com mais energia do que juízo, que poderia de haver de melhor? Corria pelo relvado, atirava-se contra os arbustos, chapinhava no riacho. A sua grande missão era conseguir apanhar um dos inúmeros coelhos que consideravam a minha horta o seu bar de saladas privativo. Localizava um coelho a roer as alfaces e largava a correr pela encosta abaixo numa perseguição emocionante, orelhas a drapejar atrás dele, patas a retumbar no chão, os seus latidos a ecoarem pelo monte. Era tão furtivo como uma banda filarmónica e nunca se aproximava mais de três metros da sua presa sem que esta desaparecesse na segurança do bosque. Fiel ao seu espírito otimista, conservava a eterna esperança de que o sucesso o aguardava ao virar da esquina. Dava um salto para trás, cauda a abanar, nem um pouco desanimado, para recomeçar tudo cinco minutos depois. (…)
       Chegou o outono e com ele um novo jogo endiabrado: o ataque à pilha de folhas.(…) Enquanto eu juntava as folhas amarelas e cor de laranja em montículos gigantes, Marley ficava sentado a olhar pacientemente, dando tempo ao tempo, à espera do momento certo para atacar. Só depois de eu acumular um monte enorme de folhas é que ele se aproximava, furtivamente, rente ao chão. (…) Assim que eu me encostava ao ancinho para admirar a minha obra, ele investia, arremetendo pelo relvado numa série de saltos decididos, lançando-se em voo, nos últimos metros, para aterrar estrondosamente sobre a pilha, onde desatava a rosnar, a rebolar-se, a espernear, a esgadanhar e a morder e, por razões que me escapam, a perseguir ferozmente a sua própria cauda, parando apenas quando as folhas se encontravam totalmente espalhadas pelo chão. Depois sentava-se no meio do produto do seu labor, com os restos das folhas agarrados ao pelo, e lançava-me um olhar satisfeito, como se a sua contribuição fosse uma parte indispensável do processo de limpeza das folhas.
John Grogan, Marley e eu (com supressões)


1.    Faz corresponder as palavras de cima aos respetivos sinónimos do grupo de baixo, de acordo com o sentido do texto:



1.”apreensões” (l. 7)
2. “drapejar” (l. 13)
3. “furtivo” (l. 14)
4. “montículos” (l. 20)
5. “esgadanhar” (l. 25)

a. preocupações _____
b. montinhos       _____
c. despercebido  _____
d. arranhar          _____
e. esvoaçar         _____

2.    Assinala, para cada um dos itens seguintes, a opção correta, rodeando a letra que apresenta a hipótese certa:
2.1.        Quanto ao espaço, a ação localiza-se
a.    no campo, na Holanda.
b.    no campo, na Pensilvânia.
c.    no Sul da Florida.

2.2.        Quanto ao tempo, a estação do ano destacada no texto é
a.    a primavera.
b.    o verão.
c.    o outono.

2.3.        De acordo com o narrador, Marley era um cão
a.    enérgico, endiabrado e otimista.
b.    calmo, meigo e brincalhão.
c.    solitário, ajuizado e paciente.

2.4.        Quando o narrador afirma que “Marley, por seu lado, não partilhava destas apreensões.” (l.7), pretende referir que
a.    Marley estava solidário com o dono.
b.    o cão não estava preocupado.
c.    Marley revelava partilhar os sentimentos do dono.

2.5.        Este excerto textual é sobretudo
a.    descritivo.
b.    narrativo.
c.    dialogal.

3.    (Agora responde com frases completas) Centra a tua atenção no narrador da ação.
3.1.        Classifica-o quanto à presença, justificando a tua resposta com uma passagem do texto.

3.2.        Tendo em conta a forma como o narrador se refere a Marley, identifica a relação que se estabelece entre ambos. __
4.                Explica, por palavras tuas, a expressão “dando tempo ao tempo” (l. 21). ____
5.    Consideras benéfica a presença de um animal doméstico no meio familiar? Justifica o teu ponto de vista.
III
Conhecimento Explícito da Língua

1.    Identifica o grau do adjetivo sublinhado na frase: “Era tão furtivo como uma banda filarmónica.” (l. 14).

2.    Identifica os tipos de frase seguintes:
a.    “Marley, por seu lado, não partilhava destas apreensões.” (l. 7).
b.    “que poderia haver de melhor?” (l. 9).

3.    Recorda as relações que as palavras estabelecem entre si. Escreve frases em que empregues uma palavra
a.    homónima de “parte” (l. 29).
b.    homófona de “sem” (l. 3).
4.    Atenta na frase : “lançava-me um olhar satisfeito” (ll. 28-29).
4.1.        Classifica o sujeito. _
4.2.        Identifica o complemento direto. _
4.3.        Classifica a forma verbal de modo completo. _
IV
Escrita
A história que acabaste de ler é narrada pelo dono do Marley.
Narra um episódio divertido passado entre o cão e os vizinhos, assumindo a perspetiva do cão (entre 10 e 15 linhas).


Atenção: *Antes de redigires o texto, esquematiza, numa folha de rascunho, as ideias que pretendes desenvolver na introdução, no desenvolvimento e na conclusão (planificação);
                   *Tendo em conta a tarefa, redige o texto segundo a tua planificação (textualização);
                   *Segue-se a etapa de revisão, que te permitirá detetar eventuais erros e reformular o texto. Para tal, consulta o conjunto de tópicos que a seguir te apresento:

Tópicos de revisão da Expressão Escrita
Sim
Não
Respeitei o tema proposto?


Estruturei o texto em introdução, desenvolvimento e conclusão?


Respeitei as características do tipo de texto solicitado?


Selecionei vocabulário adequado e diversificado?


Utilizei um nível de linguagem apropriado?


Redigi frases corretas e articuladas entre si?


Respeitei a ortografia correta das palavras?


Respeitei a acentuação correta dos vocábulos?


Identifiquei corretamente os parágrafos?


A caligrafia é legível e sem rasuras?

















COTAÇÕES:


Grupo I………………………………………… 10 pontos
Grupo II ……………………………………….. 40 pontos
1………………………………………………… 5 pontos
2………………………………………..…………5 pontos
3.1………………………………………………..6 pontos
3.2………………………………………………..8 pontos
4…………………………………………………. 6 pontos
5…………………………………………..…… 10 pontos

Grupo III…………….…………………………. 20 pontos
1…………………………………………………..3 pontos
2……………………….……………………….. 4 pontos
3…………………………………………………..6 pontos.
4…………………………………………………..7 pontos
Grupo IV ……………………………………… 30 pontos
(estruturação temática e discursiva – 60%; Organização e correção textuais – 40%)




BOM TRABALHO!                                                                               A DOCENTE:  Lucinda Cunha


Correção do teste diagnóstico
I
Texto áudio:
A lenda de Canta Galo
            Diz a lenda que, já lá vão muitos anos, outrora S. Tomé era o refúgio de todos os galos do muno.
            Viam-se galos por todas as partes da ilha. Era ensurdecedor o cocorococó dos galos.
            A ilha parecia estar sempre em festa por causa da algazarra e do cantar dos galos, quase em todos os momentos e por todos os cantos. A alegria era infernal.       
Mas os galos monopolizavam a ilha, esquecendo-se de que não eram os únicos habitantes. Havia pessoas que estavam contentes com os galos, por causa da sua alegria contagiosa. Portanto, achavam adequado e apoiavam o barulho feito pelas aves. Outros estavam indiferentes com a algazarra. Existia, no entanto, um terceiro grupo, o mais numeroso, que achava impróprio o barulho feito pelos galos, encontrando-se, portanto, zangado com os galináceos.
Não podendo aguentar por mais tempo tanto barulho, o terceiro grupo mandou, através de um mensageiro, o seguinte aviso:
Aconselhamo-vos a emigrarem e a fixarem-se num local muito afastado de nós. Caso contrário, haverá guerra entre os nossos grupos, no período de 48 horas. O vencedor ficará no terreno.
Os galos, como eram muito educados e delicados, optaram pela primeira hipótese, convocando imediatamente uma reunião, cujo tema era a escolha do rei para chefiar a expedição que se iria processar imediatamente.
A escolha recaia sobre um galo preto, muito grande. Depois dos preparativos, a emigração começou. Deram voltas e mais voltas à silhas e ilhéus, procurando incansavelmente todas as condições para ter uma voda alegre. Depois de muito andarem e muito procurarem, passado um ano, encontraram o lugar ideal, que parecia criado de propósito para os galos, fixando-se, então aí.
Desde esse tempo, jamais se ouviu os galos cantarem desordenadamente de norte a sul, de este a oeste, mas sim num lugar determinado e a horas certas.
Então, os habitantes das ilhas designaram esse lugar por Canta Galo. Nos nossos dias, esse local ainda existe e surgiu um distrito com a mesma designação.

A,C,C,B,C,A,A,A,A,C

II
1.     1-a; 2- e; 3-c; 4-b; 5-d
2.     B,C,A,B,A
3.1. O narrador é presente ou participante, pois é uma personagem que faz parte da ação, narrando-a na primeira pessoa (“E nós éramos forasteiros.”).
3.2  Entre o narrador e Marley parece estabelecer-se uma relação de alguma amizade: embora o cão não partilhe as apreensões do dono, tenta ajudá-lo no processo de limpeza das folhas outonais. Por outro lado, o narrador refere-se aos comportamentos do cão de forma divertida e carinhosa, realçando os aspetos positivos que o caracterizam.
3.     A expressão significa que o cão esperava calmamente o momento certo.
4.     Resposta pessoal.
III
1.     Grau comparativo de igualdade.
2.     a.Frase declarativa.
b.     Frase interrogativa.
3.     a.Marley parte amanhã com os donos.
b.O atleta percorreu cem metros em menos de 10 segundos.
2.     4.1.Sujeito nulo (Marley; O cão; Ele)
1.     um olhar satisfeito
2.     forma do verbo “lançar”, na 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo (conjugação pronominal)
IV
Resposta pessoal.

Teste retirado dos manuais de 7º ano da Porto Editora ( o grupo I do manual Diálogos, os restantes do manual (Para)textos.


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