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Sei que há muita gente que consulta este blogue e utiliza os materiais aqui publicados, mas poucos deixam comentários e eu gostava mesmo de saber a vossa opinião... :-)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Ficha de trabalho para o 3º ciclo

Depois de ver o cartoon que está incluído nesta ficha no manual Conto Contigo 8 (Areal Editores), lembrei-me de fazer esta ficha de trabalho, onde associo texto a um cartoon e a um vídeo, para os alunos trabalharem a interpretação.
METANO NA MIRA

Vacas menos poluentes

           Cientistas do mundo todo buscam soluções para diminuir a emissão de gás metano por animais ruminantes. Uma nova pesquisa - realizada por cientistas em Zurique, em parceria com diversos países, entre eles o Brasil - mostra que plantas tropicais podem minimizar o problema. E ainda há outras iniciativas, no Reino Unido, no Brasil, na Nova Zelândia, na Suécia...

É difícil de imaginar, mas é verdade. Apesar da aparência pacata e bucólica, as vacas também são responsáveis pelo efeito estufa e o aquecimento global. Durante o processo digestivo do animal, ele emite gás metano, que é cerca de 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono (CO2). Estima-se que 16% da poluição mundial seja proveniente da pecuária. Mas os bovinos não são os únicos vilões. Cabras, ovelhas e búfalos também causam o mesmo problema.
          Diferente do ser humano, os animais ruminantes têm quatro estômagos. Os dois primeiros são o rúmen e o retículo, onde o bolo alimentar se mistura continuamente. Dentro deles, há uma concentração enorme de microorganismos (bactérias, protozoários e fungos). Como todo esse processo de fermentação dos alimentos é anaeróbico (sem presença de ar), o gás metano é produzido e acaba sendo expelido pelo animal. Uma vaca pode liberar de 150 a 500 litros de gás por dia, dependendo de sua espécie e finalidade. “O problema não está na digestão das vacas. Mas, sim, no aumento exorbitante do rebanho mundial para suprir a demanda por alimentos e outros produtos”, afirma o professor alemão Michael Kreuzer, especialista em alimentação animal, do ETH Zurich- Instituto de Ciências Animais da Escola Politécnica de Zurique.
         Kreuzer estuda o assunto há mais de 20 anos. Em seus últimos experimentos, o especialista alemão constatou que, ao adicionar substâncias provenientes de plantas tropicais na dieta alimentar do animal, é possível diminuir a emissão de metano. Foram testados três tipos de aditivos alimentares. Primeiramente, gordura de coco, linhaça e de sementes de girassol. Essas substâncias conseguem inibir a proliferação de um microorganismo no rúmen, responsável pela produção do metano. Na segunda fase da pesquisa, foram testados saponinas (encontradas nos frutos do jequiriti ou quilaia) e tanino (originário de alguns tipos de acácia). “Os resultados mostraram diminuição do metano em até 20%”, revela Kreuzer. Para comprovar esses valores, a equipe do ETH colocou vacas e ovelhas dentro de uma câmara de vidro, alimentou-as durante dois dias e ficou monitorando a emissão de gases.
          Os cientistas também sabem que vacas alimentadas exclusivamente com ração produzem um terço do metano do que as que comem em pastos. “O metano se origina, principalmente, da digestão da celulose dos alimentos verdes”, explica o professor do ETH. Entretanto, além do capim e feno serem bem mais baratos e saudáveis, se pecuaristas decidissem utilizar somente ração, o dano para o meio ambiente seria igualmente ruim.
          Encontrar soluções “naturais” para o problema é o ideal, já que essas alternativas dificilmente afetam a qualidade nutricional e o gosto do leite e da carne. As leis europeias proíbem o uso de antibióticos para reprimir a formação de metano (prática largamente utilizada em muitos países) e a injeção de microorganismos modificados geneticamente no rúmen.
          Entretanto, para tornar a ingestão dos aditivos alimentares de plantas tropicais uma alternativa comercialmente viável, seria necessário que a produção dessas substâncias fosse realizada nos países de origem, já que atualmente elas ainda são raras e caras.


 

  1. O texto fala de um facto estranho, mas preocupante. Identifica-o.
  2. Explica em que medida as vacas são responsáveis pela diminuição da camada de ozono.

2.1.        Estes ruminantes são os únicos responsáveis por este problema?

  1. Em que medida a anatomia das vacas é responsável pela emissão de gás metano para a atmosfera?
  2. “O problema não está na digestão das vacas. Mas, sim, no aumento exorbitante do rebanho mundial para suprir a demanda por alimentos e outros produtos”.

4.1.        Associa a citação apresentada ao cartoon que se segue.
 

  1. Que solução foi encontrada pelos estudiosos para reduzir o efeito causado pela emissão de gás metano pelas vacas?
  2. Por que motivo as vacas alimentadas a ração emitem menos gases do que as que vivem nos pastos?
  3. Qual é o inconveniente do uso de plantas tropicais na alimentação das vacas?
  4. Agora, observa atentamente o vídeo que se segue e comenta a afirmação:

“Neste vídeo, o humor associa-se a uma mentalidade mais ecológica e pretende sensibilizar para uma temática atual e universal.”

 

Proposta de correção

1. O texto explica em que medida as vacas são responsáveis pelo aquecimento global.

2. As vacas são responsáveis pela diminuição da camada do ozono pois emitem gás metano, que é um gás mais poluente que o dióxido de carbono.

2.1. Não, porque as cabras, as ovelhas e os búfalos também são responsáveis pelo efeito de estufa.

3. Uma vez que as vacas possuem quatro estômagos, e o processo de fermentação dos alimentos é anaeróbico, é produzido o gás metano que depois será expelido pelo animal.

4.1. No cartoon aparecem três vacas empenhadas numa campanha de sensibilização do aumento do consumo da carne de aves, uma vez que o crescimento gradual da população mundial obriga a uma maior criação de gado que, por consequência, aumenta a emissão de gás metano, um dos grandes responsáveis do aquecimento global.

5. Os estudiosos concluíram que adicionar substâncias provenientes de plantas tropicais na dieta alimentar do animal diminuiu a emissão de gás metano por parte deste.

6. As vacas alimentadas a pasto expelem mais gás metano pois este tem origem, principalmente, na digestão da celulose dos alimentos verdes.

7. O maior inconveniente é que essas plantas são raras e caras.

8. No vídeo vemos uma vaca que emite tantos gases que desata a voar, como se de um foguete se tratasse. Desta forma humorística pretende-se sensibilizar a população para a diminuição da ingestão de carne de vaca, já que quanto menos vacas se comerem, menos se criarão e, consequentemente, menos gás metano será emitido. Caberá a todos nós mudarmos de atitude, já que este problema é universal e toca-nos a todos.  

3 comentários:

  1. 1-Que as vacas são mesmo isso, umas grandes vacas que contribuem para a degradação planetária
    2- Não são os únicos pois os elefantes são maiores... mas o número de vacas é consideravelmente superior...
    3- Se as vacas tivessem o "escape" virado para baixo, o problema seria muitíssimo menor
    4- Pois ase fossem criados mais bacalhus, ou mesmo até leitões assados, o problema era quase diminuto
    5-Como é lógico, a melhor forma é deixar de alimentá-las. Dentro de poucas semanas está resolvido o problema
    6- Penso que as rações são uma qualquer maluqueira de um dietista. Há até quem avente a possibilidade de alimentar as vacas com os jornais do dia. Nunca com os Diários do Governo!!!
    7- Uma vaca numa qualquer praia sente-se mais à vontade para emitir gases.
    Num estábulo e devidamente controladas (talvez o método da rolha) as emissões serão muito menores
    8- Pois... se a vaca voasse, penso que desapareciam todos os problemas inerentes ao mau cheiro. Ou então inventemos vacas do tamanho de porcos, ou leiotões...

    Um lavrador vai, como normalmente faz todos os dias, ordenhar a vaca.
    Pega num balde e num banquinho e ala moleiro.
    Está a ordenhar e a vaca com a pata dianteira esquerda manda o balde para o caraças...
    O lavrador pega num maço e numa estaca, espeta esta no chão e amarra a pata da vaca.
    Continua...
    A vaca, com a pata direita dianteira volta a virar o balde do leite.
    Pega novamente numa maça e numa estaca e "prega" a pata da vaca ao chão.
    Continua a ordenha...
    A vaca, com a pata esquerda traseira volta a entornar o balde...
    Mais uma estaca e a pata traseira esuqerda da vaca presa ao chão.
    Volta ao trabalho...
    A pata traseira direita, do bicho, volta a entornar o balde...
    Novamente, mais uma estaca e a vaca fica literalmente com as quatro patas pregadas ao chão.
    Suspirando de alivio, começa a ordenha...
    A vaca, com o rabo... volta a entornar o caldo..., digo o balde.
    Cansado de tanto trabalho, vai buscar uma escada para amarrar o rabo da vaca a uma viga da estrutura do telhado.
    Pega no rabo da vaca e...
    Nisto, entra a mulher do lavrador...
    Ninguém calcula o trabalhão que ele teve para se justificar que não queria ter relações sexuais com a vaca...

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  2. Nem sei como cheguei até aqui e não foi atrás de uma manada...
    Como gosto de deixar, (sempre!!!), um comentário... deixei o que me passou pela cabeça...
    Se ofendi ou baralhei as contas, peço que não leia o que escrevi...

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    1. :-) Ao ver que tinha dois comentários pensei que tinham algo a dizer sobre a ficha de trabalho. Afinal estava enganada, mas ri a bom rir! Obrigada pela boa disposição.

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