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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Teste diagnóstico para 7º ano- com correção


I

Compreensão do oral


Ouve atentamente a gravação de uma fábula africana, “O coelho e o cágado”. De seguida escolhe a alínea que completa corretamente cada uma das afirmações:



 

 1. O coelho e o cágado eram

a. vizinhos.
b. amigos.
c. familiares.

2. Um dia decidiram
a. semear feijão juntos.
b. comer feijão juntos.
c. comprar feijão juntos.
 
3. Quando se preparavam para comer o feijão, o coelho disse que
a. esperaria pelo cágado enquanto ele ia resolver um assunto.
b. tinha de ir dar um recado, mas que não demoraria.
c. ia dar um recado, mas o cágado podia ir começando a comer.

4. O coelho começou a atirar pedras ao cágado porque
a. viu que o companheiro estava a comer sem esperar por si.
b. o viu a espalhar cascas à volta da panela.
c. queria que ele se afastasse da panela.
5. Quando o cágado fugiu das pedradas, o coelho
a. comeu tudo sozinho.
b. dividiu o feijão com os macacos.
c. limpou as cascas que estavam espalhadas.



6. Quando descobriu que era o coelho que lhe atirava pedras, o cágado
a. ameaçou-o com os espíritos que habitavam o riacho.
b. escondeu-se por detrás de uns arbustos.
c. decidiu enganá-lo também.
7. O cágado propôs ao coelho que atirassem o feijão ao rio porque
a. queria acalmar os espíritos dos antepassados.
b. sabia que o coelho não poderia chegar ao feijão.
c. queria mostrar que era capaz de viver dentro de água e fora dela.
8. O coelho concordou com a proposta do cágado porque
a. se arrependeu das pedradas.
b. era supersticioso.
c. queria ser simpático.

9.O coelho e o cágado enganaram-se um ao outro
a.e deixaram de trabalhar juntos.
b.mas, no fim, reconciliaram-se.
c.e deixaram de ser amigos.
10.Qual destes provérbios serviria de título ao conto?
a.Amor com amor se paga.
b.O hábito não faz o monge.
c.Quem não arrisca não petisca.

II

Leitura

 

Lê a lenda com atenção e, de seguida, responde às questões:

 

OS PASSOS DE DONA LEONOR

1
 
 
 
5
 
 
 
 
10
 
 
 
 
15
 
 
 
 
20
 
 
 
 
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          Viviam em tempos em Peniche dois homens ricos e poderosos que se odiavam mortalmente. Sucedeu que o filho de um deles, Rodrigo, e a filha de outro, Leonor, se amavam com a mesma intensidade com que as suas famílias se detestavam.
            Tal idílio repugnava igualmente aos pais dos dois e Rodrigo foi obrigado pelo seu a professar no mosteiro Jerónimo da Berlenga.
            Este mosteiro estava separado do Cabo Carvoeiro apenas por um pequeno estreito. Os monges habitaram-no durante um século mas os assaltos dos ingleses e dos corsários argelinos obrigaram-nos a mudar-se para Vale-Bem-Feito, onde construíram um novo edifício.
            Rodrigo acatou as ordens do pai e tomou os hábitos, com o coração destroçado. O seu único consolo era uma vaga esperança que o tempo suavizasse o ódio que separava as duas famílias e tornasse possível a sua união com Leonor. Eis como, no entanto, depressa encontrou uma maneira de escapar à sua prisão e de tornar a separação menos cruel. Muitas noites, quando os outros frades já se haviam recolhido, Rodrigo abandonava silenciosamente o mosteiro e, acompanhado por um velho pescador, cruzava o estreito que separa a Berlenga do cabo Carvoeiro numa pequena embarcação.
            Desembarcava ao sul da península de Peniche, num pequeno porto que hoje se chama o carreiro de Joana. Ali, numa gruta escavada na rocha, esperava-o Leonor, que anunciava a sua presença acendendo uma luzinha assim que avistava o barquito.
            Uma noite, ao aproximar-se do sítio do costume, Rodrigo não viu a luz. Chamou por Leonor mas só lhe respondeu o eco da sua própria voz. De repente, notou uma coisa que flutuava ao lado da embarcação: era a capa da amante. Sem refletir um segundo e antes que o seu acompanhante o pudesse evitar, atirou-se à água, afundando-se nas profundezas do mar.
            Rodrigo tinha adivinhado a trágica sorte de Leonor.
            Ela esperara-o na gruta, como em outras noites, mas havia sido surpreendida pela chegada do pai e dos irmãos.
            Ao ouvir as suas vozes, quis esconder-se e fugiu, saltando de rocha em rocha mas calculou mal um passo e caiu à água. O mar arrastou o seu corpo.
No dia seguinte foram encontrados os cadáveres dos dois apaixonados. O dela jazia entre os penhascos que bordejam o lugar hoje chamado Os Passos de Dona Leonor e o dele num banco de rochas situado a leste d’Os Remédios, conhecido hoje com o nome de O Sítio de Dom Rodrigo.
                        Lendas da Europa, Texto Editores, 1991
Vocabulário
       Idílio (linha 4) – amor simples e puro
       professar (linha 4) – ingressar; entrar;
       tomou os hábitos( linha  9) – tornou-se frade.

 

Escolhe, em cada item, a opção correta.

1.    Rodrigo e Leonor eram filhos de duas famílias

a.    ricas e poderosas, que se desentenderam. __

b.    ricas, que se odiavam mutuamente. __

c.    ricas e poderosas, que se frequentavam. __

 

2.    Estas famílias viviam

a.    em Peniche. __

b.    em Vale-Bem-Feito. __

c.    no Cabo Carvoeiro. __

 

3.    Rodrigo e Leonor amavam-se com a mesma intensidade com que as suas famílias se detestavam.

 

A frase anterior significa que

a.    o amor dos dois jovens era mais intenso do que o sentimento que opunha as duas famílias.__

b.    os dois jovens amavam-se sem ligarem ao sentimento que opunha as duas famílias. __

c.    a intensidade do amor dos dois jovens igualava a intensidade do ódio entre as respetivas famílias. __

 

4.    Rodrigo foi obrigado a ir para um mosteiro e aceitou a decisão

a.    com a condição de, mais tarde, poder casar com Leonor. __

b.    convencido de que, com o tempo, o problema se resolveria. __

c.    pois sabia que iria encontrar-se às escondidas com Leonor. ___

 

5.    Para vencer a separação, algumas noites,

a.    Rodrigo ia encontrar-se com Leonor em Peniche. __

b.    Rodrigo encontrava-se com Leonor num barco de um pescador. __

c.    um pescador transportava os dois jovens até uma gruta. ___

 

6.    Certa noite, Rodrigo viu a capa de Leonor a boiar sobre as águas e, de imediato,

a.    se atirou à água, para tentar encontrar e salvar a amada. __

b.    mergulhou no mar, apesar das tentativas do pescador para o impedir. __

c.    se lançou à água, pois percebeu que a amada morrera. __

 

7.    O que tinha acontecido foi que Leonor

a.    caíra à água quando procurava esconder-se do pai e dos irmãos. __

b.    caíra à água porque se tinha assustado com as vozes do pai e dos irmãos. __

c.    mergulhara no mar para se esconder do pai e dos irmãos, tendo sido arrastada. __

 

8.    Esta lenda pretende

a.    provocar uma reflexão sobre as consequências da desobediência. __

b.    explicar a origem do nome de dois locais. __

c.    ilustrar o provérbio que diz o amor proibido é o mais apetecido. __

 

III

Gramática

1.    Era difícil que uma história trágica como esta se passasse atualmente, em Portugal. Agora eles e elas têm liberdade de escolher a sua vida.

 

1.1.        Indica palavras da frase que pertençam à classe ou à subclasse indicadas:

a.    um nome comum __________________________

b.    um determinante artigo definido ______________________

c.    um determinante possessivo __________________

d.    um adjetivo ___________________

e.    um pronome pessoal _________________

f.     um pronome demonstrativo __________________

g.    uma preposição ___________________

 

1.2.        A forma verbal “passasse” está

a.    no pretérito imperfeito do conjuntivo. __

b.    no futuro do conjuntivo.

c.    no pretérito imperfeito do indicativo. __

d.    no presente do conjuntivo. __

 

2.    Atenta nas frases:

Aquele amor era muito intenso.

A hera cobria as paredes da casa.

2.1.        As palavras sublinhadas são

           homónimas. ___                  homófonas. ___              homógrafas. ___                parónimas. ____

2.2.        Na primeira frase, o adjetivo “intenso” encontra-se no grau

                                   normal. __                            superlativo absoluto sintético. __    

superlativo absoluto analítico. __                           superlativo relativo de superioridade. __

 

3.    Na frase “Rodrigo viu a capa da amante na água.”, as palavras sublinhadas desempenham a função sintática de

sujeito. ____         predicado. ____            complemento direto. __         
  complemento indireto. __

 

4.    Divide e classifica as orações desta frase complexa. (Reescreve as orações nas linhas abaixo e classifica-as à frente.)

Os dois jovens morreram porque o seu amor foi proibido.


IV

Escrita
Mario Eloy, Amor, 1935

Observa atentamente o quadro e escreve o texto que ele te sugere: uma descrição, um poema, uma breve história… O teu texto deverá ter entre 10 a 15 linhas.

*********************

Atenção: *Antes de redigires o texto, esquematiza, numa folha de rascunho, as ideias que pretendes desenvolver na introdução, no desenvolvimento e na conclusão (planificação);

                   *Tendo em conta a tarefa, redige o texto segundo a tua planificação (textualização);

                   *Segue-se a etapa de revisão, que te permitirá detetar eventuais erros e reformular o texto. Para tal, consulta o conjunto de tópicos que a seguir te apresento:

Tópicos de revisão da Expressão Escrita
Sim
Não
Respeitei o tema proposto?
 
 
Estruturei o texto em introdução, desenvolvimento e conclusão?
 
 
Respeitei as características do tipo de texto solicitado?
 
 
Selecionei vocabulário adequado e diversificado?
 
 
Utilizei um nível de linguagem apropriado?
 
 
Redigi frases corretas e articuladas entre si?
 
 
Respeitei a ortografia correta das palavras?
 
 
Respeitei a acentuação correta dos vocábulos?
 
 
Identifiquei corretamente os parágrafos?
 
 
A caligrafia é legível e sem rasuras?
 
 

           

 

 

 

 

 

 

BOM TRABALHO!                                                                              
 A DOCENTE:  Lucinda Cunha

 

 

Proposta de correção

 

I-             Texto retirado da net, da página indicada abaixo; consta no manual Diálogos 7, da Porto Editora, no caderno do professor, págs. 12-13- as questões foram retiradas deste manual (com leves adaptações).

O Coelho e o Cágado
O coelho e o cágado eram amigos.
Certo dia, combinaram semear, juntos, feijão jugo.
Quando o feijão ficou maduro, colheram-no e foram cozê-lo.
Enquanto preparavam a refeição, o coelho disse: "Amigo, lembrei-me agora que tinha de ir dar um recado a uma pessoa. Não me demoro, volto já". O cágado prometeu que esperaria por ele.
Tendo-se afastado uns metros, o coelho começou a atirar pedras contra o companheiro. Este, vendo-se numa situação inesperada em que corria o perigo de apanhar uma pedrada, fugiu e deixou abandonada a panela do feijão. Então, o coelho aproximou-se e comeu tudo sozinho. Depois espalhou as cascas à volta. Quando o cágado regressou, passado o medo, o coelho mostrou-se aborrecido. O cágado pediu desculpas e disse: "Se calhar foram os macacos". "Se calhar", respondeu o coelho.
Nos dias seguintes, o coelho repetiu a cena e foi comendo sozinho o feijão.
Um dia, o cágado que já havia muito que andava desconfiado daquelas saídas do coelho à mesma hora, fingiu que fugia quando o coelho começou a atirar-lhe pedras. Escondeu-se por detrás de uns arbustos e observou atónito quem era afinal o autor das pedradas. E resolveu por sua vez pregar-lhe uma partida. Disse o cágado: "Olha amigo, desde que colhemos o feijão, não nos lembrámos dos espíritos dos nossos antepassados. Eles habitam este riacho. Se calhar até são eles quem nos anda a atirar pedradas. Atiremos, pois, algum feijão para o rio". O coelho, que respeitava as crenças e ficava cheio de medo quando se falava em espíritos, concordou com o cágado e atiraram todo o feijão à água. O cágado, que tem possibilidades de viver na água e fora dela, entrou para dentro do rio e comeu o feijão todo. A cena repetiu-se nos dias seguintes.
O coelho não estava a gostar da situação. Desconfiado, enfiou um dos feijões num anzol. Quando o cágado mergulhou para comer o feijão, comeu o que tinha o anzol e o coelho pescou-o.
A partir daí, a amizade entre ambos terminou.    (Lourenço Joaquim da Costa Rosário)


1. b; 2.a; 3. b; 4. c; 5. a; 6. c; 7. a; 8. b; 9. c; 10. a
 
Grupos II, III e IV- questões retiradas do manual Diálogos 7, pp. 14-17:
 II. 1b; 2a; 3c; 4b; 5a; 6c; 7a; 8b
III.  1.1
a. história, liberdade, vida
b. a
c. sua
d. difícil, trágica
e. eles, elas
f. esta
g. em, de
1.2. a
2.1. homófonas
2.2. superlativo absoluto analítico
3. complemento direto
IV- Resposta livre

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