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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Interpretação do conto “Mestre Finezas”, de Manuel da Fonseca

TINHA PROMETIDO UMA FICHA DE LEITURA DO CONTO "MESTRE FINEZAS", PROPOSTO PARA O 7º ANO DE ESCOLARIDADE. AQUI ESTÁ:

1.    De acordo com o texto, serão as seguintes afirmações verdadeiras ou falsas?

a.    O narrador é também personagem.

b.    O protagonista é o narrador.

c.    Só existem duas personagens neste conto.

d.    A ação decorre num tempo único.

e.    O teatro é o espaço com maior destaque ao longo do conto.

 

1.1.        Agora, corrige as afirmações falsas.

 

2.    Diz qual das dimensões temporais, passado e presente, é introduzida na narrativa pelas seguintes passagens:

·         “Agora entro, sento-me de perna cruzada []

·         “Lembro-me muito bem de como tudo se passava.”

·         “Passaram anos. Um dia, parti para os estudos. Voltei homem.”

3.    Parece-te haver coincidência entre a ordem real ou cronológica e a ordem textual dos acontecimentos? Porquê?

4.    Refere os espaços físicos presentes no texto.

5.    Caracteriza o espaço social do conto.

5.1.       Que diferenças encontras no conto ao nível do passado e do presente desse espaço? 

6.    Observando agora a relação entre as duas personagens destacadas no texto, refere-te à sua evolução em termos de sentimentos e formas de tratamento entre ambas.

6.1.        Que características as aproximam no presente?

6.2.        Explica o facto de, no fim da ação, as duas personagens permanecerem unidas.

7.    Faz o retrato físico da personagem principal, de acordo com as informações dadas no texto quanto ao seu passado e presente.

8.    Retira do conto um exemplo para cada modo de representação do discurso:

a.    narração;

b.    descrição;

c.    diálogo.

II- Gramática

 

1.    Indica os advérbios e a locução adverbial utilizados nas seguintes passagens e a subclasse a que pertencem:

a.    “Agora [] sento-me de perna cruzada.”

b.    “Nesse tempo tinha-lhe medo.”

c.    [] mestre Finezas morreu logo [] 

2.    “Uma melodia suave saía da loja e enchia a vila de tristeza.”. Divide e classifica as orações desta frase.

2.1.        Classifica agora o sujeito de cada oração.

2.2.        Transforma sucessivamente a frase, de modo a conter orações coordenadas:

2.2.1.   adversativas ;
2.2.2.   disjuntivas;
2.2.3.   conclusivas.

3.    Diz que figura de estilo encontras no enunciado que se segue:

“Via-lhe os braços compridos, arqueados como duas garras sobre a minha cabeça. Lembrava uma aranha.”

4.    Refere a função sintática desempenhada pelos enunciados sublinhados:

a.    “Eu saía de casa, rente à parede, sentindo que aquilo era pior que ir para a escola.”

b.    “A tesoura tinia e cortava junto das minhas orelhas.”

c.    “Por entre as madeixas caídas para os olhos via-lhe, no espelho, as pernas esguias []

d.    “A admiração vinha das récitas dos amadores dramáticos da vila.”

5.    Agora, partindo das frases do exercício anterior, indica a classe e subclasse das palavras que se seguem:
 saía          à          pior    tesoura    minhas    lhe  esguias     vila
             Bom trabalho!!!                                                                      
 A docente: Lucinda Cunha
 
Proposta de correção

Proposta de correção

I

1. a. V; b. F; c. F; d. F; e. V

1.1. b- O narrador é homodiegético, ou seja, participa na história, mas não é o protagonista. O protagonista é o Mestre Finezas.

c- Neste conto surgem várias personagens. Além do narrador, Carlos, e de Mestre Finezas, temos ainda a mãe e o pai do narrador e o doutor delegado.

d- A ação atravessa vários anos pois o narrador, por vezes, recorda a sua infância.

2.

·         Presente

·         Passado

·         Passado

3. Não existe essa coincidência, uma vez que o narrador recorre várias vezes a analepses, isto é, a narrativa recua temporalmente até épocas passadas para relembrar acontecimentos que o marcaram e que estão vivos na sua memória.

4. Este conto passa-se entre dois espaços físicos muito marcantes para o narrador: a barbearia do mestre Finezas e o teatro.

5.1. Este conto passa-se numa vila e nota-se que existem algumas alterações entre o passado e o presente, principalmente na forma como as pessoas veem a arte. Anteriormente, os habitantes da vila vibravam com as peças de teatro amador que se iam fazendo por pessoas da terra e até vestiam os seus melhores fatos para irem assistir. Mas hoje em dia “Esta gente não pensa noutra coisa que não seja o negócio, a lavoura”, pois o dinheiro é considerado mais importante que a arte.

 

6.1  Aproxima-os o facto de nem um nem outro terem conseguido realizar os seus sonhos, ou seja, o Mestre Finezas desejava ter sido um grande artista a trabalhar na capital e nunca saiu daquela vila. Já o narrador falhou o curso e ambos eram ignorados pelos outros habitantes.

6.2. No fim, as duas personagens acabam por permanecer unidas porque sentiam-se distanciadas das outras pessoas da vila, por terem interesses diferentes. Apenas o narrador sentia pela arte o mesmo amor que Mestre Finezas sentia.

 

7.Mestre Finezas tinha “o carão severo de magro, o corpo alto, curvado”. Era uma “figura alta e seca”. As pontas dos dedos eram duras, os cabelos “escorridos e brancos”.

 

8. a. “Nesse tempo tinha-lhe medo.”

b. “o carão severo de magro, o corpo alto, curvado”

c. “ Estou um velho, Carlinhos…”

 

II

1. “agora”, “nesse tempo” e “logo”- advérbios de predicado com valor de tempo.

2.2.1.Uma melodia suave saía da loja, mas enchia a vila de tristeza.

2.2.2. Ou uma melodia suave saía da loja, ou enchia a vila de tristeza.

2.2.3. Uma melodia suave saía da loja, logo enchia a vila de tristeza.

3. Comparação.

4. a. complemento oblíquo; modificador do grupo verbal; sujeito.

b. predicado; predicado.

c. complemento indireto; complemento direto.

d. complemento oblíquo.

5. saía (verbo); à (contração da preposição “a” + determinante artigo definido “a”); pior (adjetivo “mau” no grau comparativo de superioridade); tesoura (nome comum contável); minhas (determinante possessivo); lhe (pronome pessoal de complemento indireto); esguias (adjetivo qualificativo); vila (nome comum contável).

 

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