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Sei que há muita gente que consulta este blogue e utiliza os materiais aqui publicados, mas poucos deixam comentários e eu gostava mesmo de saber a vossa opinião... :-)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Teste de 7º ano- com proposta de correção


I

Compreensão do oral

 

Ouve atentamente o conto, “Sirva-se, minha túnica”. De seguida escolhe a alínea que completa corretamente cada uma das afirmações (10 pontos):

1. Afanti é um herói famoso
a. entre o povo uigur. ___
b. na região de Xinjiang. ___
c. em toda a China. ___
d. em toda a Ásia. ___
 
2. Afanti apresenta-se
a. com a barba comprida e um barrete, montado num burro magro. ___
b. com a barba branca da idade e montado num burro velho. ___
c. com a barba suja e um barrete, montado num burro magro. ___
d. com a barba comprida e um barrete, montado num burro velho. ___
 
3. O objetivo de Afanti é
a. viajar e conhecer pessoas. ___
b. ridicularizar e criticar os grandes senhores. ___
c. conquistar o apoio dos grandes senhores. ___
d. rir-se e aproveitar-se dos grandes senhores. ___
 
4. Um dia, Afanti foi a uma festa vestindo
a. uma túnica rota. ___
b. uma túnica emprestada e velha. ___
c. uma túnica em mau estado. ___
d. uma túnica velha e suja. ___
5. O dono da casa
a. pediu-lhe que saísse. ___
b. disse-lhe que mudasse de túnica. ___
c. emprestou-lhe uma túnica. ___
d. expulsou-o rudemente. ___
 
6. Afanti
a. foi a casa trocar de túnica. ___
b. pediu uma túnica emprestada a um vizinho. ___
c. foi comprar uma túnica. ___
d. aceitou a túnica oferecida pelo dono da casa. ___
 
7. O anfitrião, quando viu Afanti com a túnica nova,
a. convidou-o a sentar-se. ___
b. pensou tratar-se de outra pessoa. ___
c. elogiou o seu aspeto. ___
d. apresentou-o aos convidados. ___
 
8. Quando o anfitrião disse a Afanti que comesse o que quisesse, este
a. respondeu que não tinha fome. ___
b. fez-se rogado, para mostrar que ainda estava ofendido. ___
c. serviu-se da travessa que estava mais perto de si._
d. disse à sua própria túnica que se servisse. ___
 

 

9. Afanti quis criticar o grande senhor por
a. desperdiçar comida que fazia falta aos pobres. _
b. discriminar as pessoas pela sua aparência. ___
c. não o ter convidado a sentar-se à sua mesa. ___
d. não gostar da sua túnica. ___
10. Qual deste provérbios sintetiza a moral do conto?
a. Toda a gente é pessoa. ___
b. Cada um é senhor em sua casa. ___
c. Roupa esfarrapada não cobre nada. ___
d. Quem muito fala pouco acerta. ___


II

Leitura

Lê o texto com atenção e, de seguida, responde às questões com frases completas:

 

1
 
 
 
5
 
 
 
 
10
 
 
 
 
15
 
 
 
 
20
 
 
 
 
25
 
 
 
 
30
 
 
 
 
35
 
 
 
 
40
 
 
 
 
45
 
           “O gato grande, preto e gordo estava a apanhar sol na varanda, ronronando e meditando acerca de como se estava bem ali, recebendo os cálidos[1] raios de barriga para cima, com as quatro patas muito encolhidas e o rabo estendido.
            No preciso momento em que rodava preguiçosamente o corpo para que o sol lhe aquecesse o lombo ouviu um zumbido provocado por um objeto voador que não foi capaz de identificar e que se aproximava a grande velocidade. Atento, deu um salto, pôs-se de pé nas quatro patas e mal conseguiu atirar-se para o lado para se esquivar à gaivota que caiu na varanda.
            Era uma ave muito suja. Tinha todo o corpo impregnado de uma substância escura e malcheirosa.
            Zorbas aproximou-se e a gaivota tentou pôr-se de pé arrastando as asas.
            ─ Não foi uma aterragem muito elegante. ─ miou.
            ─ Desculpa. Não pude evitar ─ reconheceu a gaivota.
            ─ Olha lá, tens um aspeto desgraçado. Que é isso que tens no corpo? E que mal cheiras! ─ miou Zorbas.
            ─ Fui apanhada por uma maré negra. A peste negra. A maldição dos mares. Vou morrer ─ grasnou a gaivota num queixume.
            ─ Morrer? Não digas isso. Estás cansada e suja. Só isso. Porque é que não voas até ao jardim zoológico? Não é longe daqui e lá há veterinários que te poderão ajudar ─ miou Zorbas.
             Não posso. Foi o meu voo final ─ grasnou a gaivota numa voz quase inaudível, e fechou os olhos.
            ─ Não morras! Descansa um pouco e verás que recuperas. Tens fome? Trago-te um pouco da minha comida, mas não morras ─  pediu Zorbas, aproximando-se da desfalecida gaivota.
             Vencendo a repugnância, o gato lambeu-lhe a cabeça. Aquela substância que a cobria, além do mais, sabia horrivelmente. Ao passar-lhe a língua pelo pescoço notou que a respiração da ave se tornava cada vez mais fraca.
             Olha, amiga, quero ajudar-te mas não sei como. Procura descansar enquanto vou pedir conselho sobre o que se deve fazer com uma gaivota doente ─ miou Zorbas, preparando-se para trepar ao telhado.
            Ia a afastar-se na direção do castanheiro quando ouviu a gaivota a chamá-lo.
            ─ Queres que te deixe um pouco da minha comida? ─ sugeriu ele algo aliviado.
            ─ Vou pôr um ovo. Com as últimas forças que me restam vou pôr um ovo. Amigo gato, vê-se que és um animal bom e de nobres sentimentos. Por isso, vou pedir-te que me faças três promessas. Fazes? ─ grasnou ela, sacudindo desajeitadamente as patas numa tentativa falhada de se pôr de pé.
            Zorbas pensou que a pobre gaivota estava a delirar e que com um pássaro em estado tão lastimoso ninguém podia de deixar de ser generoso.
            ─ Prometo-te o que quiseres. Mas agora descansa ─ miou ele compassivo.
            ─ Não tenho tempo para descansar. Promete-me que não comes o ovo ─ grasnou ela abrindo os olhos.
            ─ Prometo que não como o ovo ─ repetiu Zorbas.
            ─ Promete-me que cuidas do ovo até nascer a gaivotinha. E promete-me que a ensinas a voar. ─ grasnou ela fitando o gato nos olhos.
            Então Zorbas achou que aquela infeliz gaivota não só estava a delirar, como estava completamente louca.
            ─ Prometo ensiná-la a voar. E agora descansa, que vou em busca de auxílio ─ miou Zorbas trepando de um salto para o telhado.
            Kengah olhou para o céu, agradeceu a todos os bons ventos que a haviam acompanhado e, justamente ao exalar o último suspiro, um pequeno ovo branco com pintinhas azuis rolou junto ao seu corpo impregnado de petróleo.
Luis Sepúlveda, História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar

 

1.    Kengah foi cair na varanda da casa dos donos de Zorbas (2 pontos cada= 6 pontos).

1.1.Refere o acontecimento que originou a sua queda (2 pontos).

1.2.A que se refere o narrador quando fala de uma “substância escura e malcheirosa” (ll. 8-9)?

1.3. Por que motivo estava Zorbas sozinho em casa?

 

2.    Como reagiu o gato quando se apercebeu do estado da gaivota (5 pontos)?

 

3.    A pensar no salvamento da gaivota, que lhe sugeriu o gato e porquê (3 pontos)?

 

4.    Refere as promessas que Zorbas fez à gaivota (6 pontos).

 

5.    Por que razão confiou a gaivota naquele gato desconhecido (4 pontos)?

 

6.    Zorbas pensou que a gaivota “não só estava a delirar”, como também estava “completamente louca” (l. 42-43). Porquê (4 pontos)?

 

7.    Caracteriza o gato Zorbas, tendo em conta este capítulo da obra (6 pontos).

 

8.    Como se intitula este capítulo (1 ponto)?

a.    O fim de um voo.

b.    Uma noite triste.

c.    O perigo espreita.

 

9.    Nesta obra fala-se da irresponsabilidade e da falta de sensibilidade dos homens, que colocam a natureza em perigo devido à sua ganância e egoísmo.

9.1.Comenta esta afirmação, tendo em conta esta obra de Luis Sepúlveda (5 pontos).

 

III

Gramática

 

1.    Estabelece a correspondência de forma a identificares as orações sublinhadas (2,5 pontos):

 

a)    Zorbas estava sozinho, mas era amado pelos donos.
b)    O gato ou ficava com a gaivota ou ia pedir ajuda.
c)    A gaivota estava muito mal, logo faleceu pouco tempo depois.
d)    Kengah pertencia ao Bando do Farol da Areia Vermelha e ia a uma convenção.
e)    Os Homens são irresponsáveis pois não protegem a natureza.
 
 
1)    Oração coordenada copulativa.
2)    Oração coordenada explicativa.
3)    Oração coordenada conclusiva.
4)    Oração coordenada disjuntiva.
5)    Oração coordenada adversativa.

 

2.    Classifica as orações sublinhadas nas frases seguintes (6 pontos):

a)    O gato criou a gaivotinha e ensinou-a a voar.

b)    Zorbas tinha grandes amigos, logo foi ajudado na sua tarefa.

c)    Kengah fez um enorme esforço pois queria pôr o seu ovo.

 

3.     Identifica os adjetivos das frases que se seguem e indica a sua subclasse (6 pontos):

a.    O gato grande, preto e gordo estava a apanhar sol na varanda, ronronando e meditando acerca de como se estava bem ali, recebendo os cálidos raios de barriga para cima (…)” (ll.1-2).

b.    O primeiro ovo de Kengah foi chocado pelo generoso Zorbas.

 

4.    Associa as alíneas da coluna A aos números da coluna B, tendo em conta as palavras/ expressões sublinhadas (5,5 pontos):

 

A
B
a)    “para que o sol lhe aquecesse o lombo” (ll.4-5)
b)    ouviu um zumbido provocado por um objeto voador que não foi capaz de identificar” (l. 5)
c)    “Não foi uma aterragem muito elegante.” (l. 11)
d)    “Estás cansada e suja.” (l. 17)
e)    “lá há veterinários que te poderão ajudar” (l. 18)
f)     “pediu Zorbas, aproximando-se da desfalecida gaivota.” (l. 22)
g)    “Vou pôr um ovo.” (l. 31)
h)    “grasnou ela fitando o gato nos olhos.” (l. 41)
i)     “Então Zorbas achou que aquela infeliz gaivota não só estava a delirar, como estava completamente louca.” (ll. 42-43)
j)     E agora descansa, que vou em busca de auxílio” (l. 44)
k)    “Kengah olhou para o céu, agradeceu a todos os bons ventos” (l. 46)
 
 
1)    Conjunções coordenativas copulativas.
2)    Adjetivos qualificativos.
3)    Verbo no gerúndio.
4)    Complemento indireto.
5)    Verbos no pretérito perfeito do indicativo.
6)    Verbo no pretérito imperfeito do conjuntivo.
7)    Sujeito.
8)    Conjunção coordenativa copulativa.
9)    Complemento direto.
10) Adjetivo qualificativo.
11) Verbo no futuro do indicativo.

 

IV

Escrita


Redige um texto com cerca de 100 palavras, onde imagines que, um ano depois, Ditosa voltava para visitar Zorbas e os seus amigos e lhes contava o que se passara durante aquele tempo (30 pontos).

************   

Atenção: *Antes de redigires o texto, esquematiza, numa folha de rascunho, as ideias que pretendes desenvolver na introdução, no desenvolvimento e na conclusão (planificação);

                   *Tendo em conta a tarefa, redige o texto segundo a tua planificação (textualização);

                   *Segue-se a etapa de revisão, que te permitirá detetar eventuais erros e reformular o texto. Para tal, consulta o conjunto de tópicos que a seguir te apresento:

Tópicos de revisão da Expressão Escrita
Sim
Não
Respeitei o tema proposto?
 
 
Estruturei o texto em introdução, desenvolvimento e conclusão?
 
 
Respeitei as características do tipo de texto solicitado?
 
 
Selecionei vocabulário adequado e diversificado?
 
 
Utilizei um nível de linguagem apropriado?
 
 
Redigi frases corretas e articuladas entre si?
 
 
Respeitei a ortografia correta das palavras?
 
 
Respeitei a acentuação correta dos vocábulos?
 
 
Identifiquei corretamente os parágrafos?
 
 
A caligrafia é legível e sem rasuras?
 
 

           

 

 

 

 

 


BOM TRABALHO!                  A DOCENTE:  Lucinda Cunha

Proposta de correção


I. Teste de compreensão oral retirado do caderno do professor do manual Diálogos 7, da Porto Editora, do caderno do professor, págs. 10-11 (com adaptações).

1-c; 2-a; 3-b; 4-c; 5-d; 6-b; 7-a; 8-d; 9-b; 10-a

Texto: Sirva-se minha túnica

            Afanti é um dos grandes heróis de etnia Uigur. As suas histórias são famosas na China, sobretudo entre o povo uigur na região de Xinjiang. Afanti usa barba comprida, um barrete e monta num burrito magro, com o qual vai correndo pelos quatro cantos do mundo, tendo na mira a ridicularização de todos os grandes senhores e a crítica dos seus excessos de poder.

 

            Certo dia, afanti compareceu a uma festa de um grande senhor com a túnica num péssimo estado. O anfitrião, mal o viu naqueles preparos, expulsou-o, enquanto inventivava:

            ─ Que atrevimento! Como ousa entrar em minha casa com a roupa nesse estado?

            Afanti não ficou nada impressionado com a rudeza do anfitrião e também não se deu por vencido. Correu a casa de um vizinho, pediu-lhe emprestada uma túnica nova, envergou-a, com todo o à-vontade, e depois regressou à festa.

            O anfitrião, ao vê-lo todo aperaltado, deu-lhe as boas-vindas, convidando-o a sentar-se numa mesa à sua escolha, enquanto dizia:

            ─ Por favor, esteja como em sua casa, sirva-se!

            Afanti não se fez rogado; mal ouviu o convite aproximou a manga da túnica da travessa e disse:

            ─ Sirva-se, minha túnica!

            Espantado, o senhor indagou:

            ─Afanti, o que está a fazer?

            O convidado então respondeu com toda a calma:

            ─Já que apenas respeita a minha túnica, é lógico que a deixe comer, não lhe parece?

Contos da Terra do Dragão, rec., adapt. e trad. de Wang Suoying e Ana Cristina Alves, Ed. Caminho, 2000

 

II.

1.1.        A queda aconteceu porque Kengah tinha sido apanhada por uma maré negra quando pescava no Mar do Norte.

1.2.        Refere-se ao petróleo que cobria o seu corpo.

1.3.        Zorbas estava sozinho porque os seus donos tinham ido 4 semanas de férias.

2.    Ao aperceber-se do mau estado em que a gaivota se encontrava, Zorbas mostrou-se preocupado, amistoso, compreensivo, altruísta, carinhoso, impotente para a ajudar…

3.    O gato sugeriu-lhe que voasse até ao jardim zoológico, uma vez que não ficava muito longe dali e aí havia veterinários que a poderiam ajudar.

4.    Zorbas fez três promessas a Kengah: primeiro, prometeu que não comeria o ovo; segundo, que cuidaria do ovo até a cria nascer; por último, prometeu que a ensinaria a voar.

5.    A gaivota confiou em Zorbas porque percebeu que ele era um gato “bom e de nobres sentimentos”.

6.    Zorbas pensou isso porque achou completamente absurda a hipótese de um gato chocar um ovo e, pior ainda, o de ensinar uma gaivota a voar, já que os gatos não voam.

7.    Pela leitura deste capítulo, percebe-se que o gato é “bom e de nobres sentimentos”, “generoso”, e altruísta; é um gato que se preocupa com o bem-estar dos outros animais e que não fica feliz com a desgraça alheia …

8.    a

9.    Nesta obra, vemos como os homens são capazes dos atos mais egoístas e irresponsáveis possíveis, como a lavagem dos tanques dos petroleiros em mar alto, o que causa um número enorme de baixas na vida animal, como peixes, aves e mamíferos marinhos, mostrando a  faceta mais cruel e insensível do ser humano.

III.   

1. a-5; b-4; c-3; d-1; e-2

2. a.oração coordenada  copulativa

b. oração coordenada  conclusiva

c. oração coordenada  explicativa

3. grande, preto, gordo, cálidos, generoso- adjetivos qualificativos

primeiro – adjetivo numeral

4.  a-6; b-5; c-10; d-2; e-11; f-3; g-9; h-7; i-1; j-8; k-4

IV- Resposta livre



[1] quentes

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